Sanatório Nossa Senhora de Fátima continua sendo alvo de denúncias em Juazeiro


Salários atrasados, maus tratos a pacientes e infestação de baratas são algumas das denúncias feitas por uma funcionária


Uma funcionária do Sanatório Nossa Senhora de Fátima entrou em contato com a redação do Cartaz da Cidade nesta segunda-feira (19) e denunciou a instituição.


A funcionária, que não quis se identificar por medo de represálias, informou que os funcionários estão com o salário atrasado há 7 meses e que os funcionários têm enfrentado grande dificuldade para sustentar suas famílias. “Nós não estamos recebendo o nosso salário da forma correta. Recebemos o nosso décimo, mas nós nem sabemos se estamos recebendo o valor correto, devido ao fato deles não disponibilizarem o contra - cheque. Nós precisamos de uma resposta. A Prefeita esteve visitando a unidade, mas a situação só complica mais e mais”, disse a denunciante.


A redação recebeu diversos vídeos e fotos, onde é possível observar pacientes dormindo no chão da unidade, além de banheiros e camas em péssimas condições de uso. A mulher informou ainda, que quando as autoridades políticas ou equipes de reportagem vão visitar o local, a direção da unidade tem tentado “maquiar” a instituição, limpando rapidamente alguns cômodos e que não deixam os mesmos terem acesso a algumas alas do local, mostrando apenas o que querem, passando uma impressão de “ambiente humanizado”, disse.






Em um dos vídeos enviados, é possível ver o momento onde um funcionário estava servindo o café da manhã para os pacientes internos. A mulher informou que os pacientes não se alimentam corretamente na unidade, recebem apenas um copo com água de coco no café da manhã.




Foi informado também que a cozinha da unidade está infestada de baratas e o certificado de dedetização está vencido.



De acordo com denunciante, ver um paciente em surto foi amarrado em uma das camas, com uma corda semelhante as usadas em caminhões, para amarrar carga.


Para que seja realizada a contenção física de pacientes psiquiátricos é necessário seguir a técnica correta, seguindo rigorosamente protocolos para garantir a segurança do paciente e o respeito à sua dignidade. O uso da contenção física, embora seja permitido deve ser feito de maneira humanizada, respeitando a dignidade do paciente. A técnica, usada de forma correta, facilita o diagnóstico, o tratamento e previne que o paciente cause danos a si mesmo ou a equipe médica. A contenção física jamais deve ser utilizada como método de punição. A contenção deve ser desfeita assim que possível e deve ocorrer após o manejo farmacológico adequado dos sintomas de agitação e/ou agressividade.


A funcionaria informou ainda, que a unidade está sem itens básicos para que sejam realizados os procedimentos com os pacientes. “Nós não estamos tendo nem material para trabalhar. Não temos luvas, toucas, nada. Nós não temos condições algumas de trabalhar, e se a gente faltar ao trabalho, ainda somos advertidos. Os pacientes não têm tomado a medicação de forma correta, não conseguem dormir da forma correta. A população não faz ideia do que nós estamos passando lá dentro e os responsáveis por realizarem a fiscalização precisam ir de surpresa, para ver a realidade. E o mais engraçado é que os diretores vivem nos comunicando que estão enfrentando a mesma dificuldade que nós, que também estão sem dinheiro, mas vivem realizando compras de veículos para uso pessoal. É preciso que seja tomada uma providência urgentemente”, finalizou.


Da Redação - Caíque Lima

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