Afinal, gelo ou calor?



Por Jucélia Almeida


A fisioterapia utiliza vários recursos para tratamento dos pacientes, dentre esses o uso do gelo (crio) e calor (termo), a depender do objetivo que se deseja.


O gelo (crio), por exemplo, tem por propriedade fazer vasoconstrição (contrair os vasos sanguíneos) e, por esse motivo, é indicado nos casos de dores agudas; isso porque, nessa fase, o fluxo sanguíneo tende a aumentar no local da lesão. Já o calor (termo) tem a capacidade de promover o aumento do fluxo sanguíneo local e, nesses casos, é indicado o uso do calor quando se tem o objetivo de promover o relaxamento, uma vez que causa a vasodilatação (aumento do fluxo sanguíneo).


Vamos entender quando escolher o recurso ideal. Logo após às lesões, é comum que o local apresente o que chamamos de sinais flogísticos da inflamação: dor, calor, edema (inchaço), rubor (vermelhidão) e, nos mais graves, perda de função (dificuldade de movimentar). Nesse momento, a providência inicial é combater esses sinais, concordam? Pois bem, como não queremos agravar, o quadro o ideal é o uso de gelo no local. Contudo, se o objetivo é promover relaxamento, nada melhor que uma compressa morna.



Como podemos classificar os tipos de dores?


Dor aguda: entre 01 e 03 meses

Dor subaguda: até 01 mês

Dor crônica: acima de três meses


Muitos não sabem, mas o gelo tem propriedade anti-inflamatória, por isso a fisioterapia faz uso do recurso para pacientes que estão na fase aguda, quando sentem fortes dores. Mas, para que faça efeito, precisa ser utilizado de maneira correta. Alguns pacientes relutam em fazer o uso do crio sob a justificativa de que incomoda, que dói. De fato, para que comece a promover o efeito desejado, o tratamento passa por algumas fases: primeiro queima (arde), perfeitamente explicável, visto que o gelo, ao tempo que é frio, se utilizado de maneira inadequada, pode, de fato, provocar queimaduras; depois, tende à parestesia (dormência), após esse processo, aí sim, temos o efeito anti-inflamatório. Mas, se houver a pergunta: “Dra. quanto tempo, afinal, é ideal para o tratamento promover o efeito anti-inflamatório?”; a resposta será: Pelo menos 20 minutos a cada aplicação. Assim, como todo medicamento, deve ser aplicado várias vezes, até que o quadro melhore.


Quando o caso é relaxar, não há nada melhor que uma compressa morna nos lugares de tensão. Estas acontecem após um longo tempo fazendo uso da mesma musculatura, por posturas erradas e, até mesmo, pelo desequilíbrio muscular. Ao contrário do gelo, causa vasodilatação e consequente relaxamento, porque o calor tem o poder de acelerar o fluxo sanguíneo.


Alguns cuidados são necessários:


Para Gelo (crio):

  • Utilizar material adequado, como por exemplo, bolsa térmica;

  • Não colocar a pedra de gelo diretamente em contato com a pele

(utilize um pano limpo para enrolar) – ele pode causar queimadura;

  • Não aplique em cima de feridas ou fraturas expostas;

  • Não mergulhe membros em baldes de gelo;

  • Certifique-se se a pessoa não tem alergia ao gelo;

  • Certifique-se que os sinais são provenientes da lesão.

Para Calor (termo):

  • Utilizar material adequado, como por exemplo, bolsa térmica;

  • Certifique-se que a temperatura esteja entre 40 e 45 graus;

  • Não aplique em cima de feridas ou fraturas expostas;

  • Não mergulhe membros em baldes de água morna;

  • Certifique-se se a pessoa não tem alergia ao calor.


O uso separado dos frio e calor já entendemos. Mas, podemos fazer uso dos dois juntos? Sim. O choque térmico (frio e quente) é utilizado para redução de edemas (inchaço). O processo deve ser feito alternado. Primeiro aplica o calor para promover a dilatação dos vasos, logo em seguida o uso do frio para que faça a constrição.

ESSE PROCESSO SÓ É INDICADO UTILIZAR SOB ORIENTAÇÃO DE UM PROFISSIONAL.


Vale ressaltar que dor e tensão são sinais de que há algo errado com o seu corpo. Lembre-se que nada substitui a visita a um profissional.


Jucélia Almeida

Fisioterapeuta,

Especialista em Oncologia,

Mestranda em Ciências.



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