Alterações posturais decorrentes do uso excessivo do celular em estudantes



Por Dra. Jucélia Almeida


Há alguns anos, os hábitos em relação à tecnologia têm mudado em todo mundo. O uso de aparelhos celulares, por exemplo, tem se tornado ferramenta não apenas para diversão, mas para trabalho e, até mesmo, para estudar. Não podemos negar que o recurso tem ajudado na comunicação entre pessoas e na agilidade nas informações, porém, junto aos seus benefícios tem ocasionado problemas relacionados à postura, especialmente para quem usa o recurso por várias horas diárias.


Estudos mostram que, em média 70% da população queixa-se de dor na região cervical (região do pescoço), e essas dores aumentam ao final do dia. Em geral os indivíduos que relatam dores no pescoço dizem fazer uso do parelho celular por pelo menos 08 horas diárias. O uso por horas interruptas não seria um problema se houvesse o posicionamento adequado.


É comum encontrarmos pessoas, em público, de cabeça baixa concentradas nas telas dos parelhos, sem sequer saber o mal que está causando a saúde da sua coluna. Claro, que em muitos casos não há como deixar de usar, pois o recurso tem sido ferramenta de trabalho para muitos.


Não há como proibir, mas pode-se fazê-lo de maneira adequada. O ideal é que o celular ajuste-se ao olhar do usuário, ou seja, os braços ajustem a tela ao olhar. Mas essa não é um prática adotada pela grande maioria.


Essas posturas acabam sobrecarregando musculaturas que tem a responsabilidade de manter a estabilidade da cabeça, e estas acabam fadigando (cansando) e não conseguindo mais fazer o seu papel. A partir daí fica mais difícil manter seu posicionamento, causando dor e desconforto.



A dor na região do pescoço definida como “Cervicalgia”, que vão surgindo ao longo do tempo, começam como um cansaço na região dos ombros, seguidos de uma sensação de calor, ou queimação popularmente conhecida. Quando está em processo inflamatório mais avançado, as dores vão se intensificando e dificultando a realização as atividades diárias. Há alguns sintomas para identificar se está desenvolvendo esse processo.


Agora vamos dar alguns sintomas que merecem investigação de um profissional:


  • Dores da região do pescoço?

  • Dificuldade de movimentar a cabeça, especialmente fazer extensão (levantar)?

  • Queimação na região do pescoço e ombros?

  • Ouve crepitações (estalos) ao movimentar o pescoço?

  • As dores estão saindo do pescoço e indo para os braços?

Se sua resposta foi SIM para três ou mais desses sintomas, é importante procurar um profissional.

Uma das preocupações em tempos de pandemia são as crianças e adolescentes, que passaram a fazer uso do aparelho celular com maior frequência, tanto para o lazer, quanto para estudos. Nesse momento fica o alerta para os pais, deve-se regrar o tempo de permanência, ou então seguir as recomendações dos profissionais, manter o posicionamento da cervical de maneira adequada.


Se para os adultos já é preocupante, quando falamos de crianças e adolescentes, devemos dedicar maior atenção, pois nessa fase de desenvolvimento e maturidade óssea as posturas inadequadas podem ocasionar alterações permanentes, mas calma! Não significa dizer que causarão, se tomadas as devidas precauções em relação à postura dos pequenos.

Então pais, vão ai algumas dicas importantes:

  • Observe como as crianças/adolescentes posicionam o celular, pois quando os conteúdos são interessantes tendem a aproximar a tela e abaixar mais ainda a cabeça;

  • Prepare um local adequado para que possa fazer uso, como por exemplo, em uma mesa com uma cadeira que permita que a criança e/ou o adolescente mantenha a cabeça no campo de visão (sem abaixar ou levantar a cabeça para visualizar);

  • Observe a iluminação do ambiente, para melhorar a qualidade de visualização;

  • Caso faça uso de óculos de grau, atente para a validade, pois em casos de dificuldades de visualização, especialmente para miopia (dificuldade de enxergar de longe), tendem a aproximar o celular;

  • Procure um forma de manter a cabeça apoiada em um encosto, assim reduz a sobrecarga na região cervical (pescoço);

  • Controle o tempo de permanência no celular;

  • Acompanhe para que a cada 40 minutos faça pausas e alongamentos na região do pescoço e braços.


Segue abaixo alguns exercícios que irão ajudar a saúde da sua coluna cervical:


Lembrem-se! Nada de querer fazer exercícios por conta própria, é imprescindível a presença de um profissional habilitado para isso.



Jucélia Almeida

Fisioterapeuta,

Especialista em Oncologia,

Mestranda em Ciências.

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