Análise: Atlético-MG faz 1º tempo impecável, não sustenta ritmo, mas vê caminho de evolução à frente



Duas semanas atrás, na Argentina, o pior jogo do Atlético-MG na temporada e uma derrota maiúscula, por 3 a 0, para o Unión. Nessa quinta-feira, no Independência, uma atuação totalmente diferente, especialmente no primeiro tempo. Foram os melhores 45 minutos do Galo na temporada. Um time agressivo, empurrado pela torcida, veloz e, acima de tudo, intenso. A intensidade foi decisiva para a equipe abrir 2 a 0 - com um golaço de Otero e uma ótima cobrança de pênalti de Hyoran -, mas fez com que o Atlético gastasse toda sua energia na primeira metade do jogo. Fez falta.


A escalação de Rafael Dudamel foi interessante. Os três zagueiros conseguiram liberar os dois laterais, e Guga e Arana foram figuras frequentes no ataque. No meio, Jair voltou a sua posição de origem e fez ótimo jogo, dando muita qualidade à primeira fase da transição ofensiva. Na frente, Hyoran se movimentou bem, assim como Nathan e Otero (esse um dos melhores em campo) mas todo o rendimento esteve baseado em um time que atuava no seu limite físico. Que, naturalmente, não se sustentou.


Na segunda etapa, Otero - que fazia uma partida espetacular - não suportou o ritmo e foi substituído por Marquinhos, que não entrou na mesma voltagem dos companheiros, o que é compreensível. Nathan e Hyoran perderam intensidade e, com ela, qualidade. Dudamel foi para o tudo ou nada com dois centroavantes, mas o time já não conseguia conduzir a bola com eficiência ao ataque, e o jogo, na reta final, ficou sob controle do Unión, que mereceu a classificação pelo "conjunto da obra".


O futebol é cruel com os seus "e se", e o duelo entre Atlético e Unión teve muitos. Se o Galo convertesse o pênalti a seu favor na Argentina, um 2 a 0 no Horto bastava, mas Allan desperdiçou a chance. Se o grupo atleticano estivesse mais inteiro fisicamente no Independência, o ritmo poderia ser sustentado por mais tempo, mas foi só o 9º jogo do ano, e a queda física foi evidente. Se Nathan ou Arana aproveitassem as chances que tiveram dentro da área, cara a cara com o goleiro, o Galo marcaria o terceiro gol. Nada disso aconteceu, e a eliminação veio.


Tem mais. Se Dudamel tivesse Cazares à disposição, o time teria mais uma ótima opção de construção de jogo. Se os reforços que chegaram depois estivessem inscritos, Tardelli e Savarino, por exemplo, poderiam ter jogado. Se Otero não tivesse se machucado na última rodada do Brasileirão 2019, estaria em melhor condição física nessa quinta e suportaria mais tempo de jogo. A verdade, porém, é que "se" não vale nada quando citado em referência a algo que já passou, mas pode servir para projetar o futuro.

Se o Atlético de fato usar esse jogo como modelo de intensidade e vibração, como quer Dudamel, a temporada tem tudo para ser mais sólida que as últimas. Se o comprometimento tático mostrado contra o Unión - enquanto a equipe teve "perna" - se repetir, o torcedor pode esperar boas atuações. E, especialmente, se os reforços que ainda não estão à disposição do treinador encaixarem bem, o torcedor pode esperar um Galo mais forte. Ao contrário de alguns (vários) momentos vividos nas últimas temporadas, o caminho que aparece à frente é de evolução.




Fonte: GloboEsporte.com

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