Antecipação de Feriados: mais um tiro no pé dos governantes



A atitude é mais uma tomada no chute pelos governantes que jogam com soluções sem medir todas as consequências.

Por Sidney Lima


Mais um tiro no pé. Assim poderia ser chamada a deliberação de alguns governantes que adotaram medidas extremas para tentar “prender” a população em suas casas e na tentativa empírica de se reduzir a contaminação do povo com a Covid-19.


Se não bastassem os problemas causados às empresas que deverão, “a toque de caixa”, adequar seus horários de trabalho às legislações trabalhistas, pois deverão pagar adicionais aos trabalhadores que tiverem que comparecer aos seus serviços, como preconizam as leis trabalhistas, ou ajustar seus bancos de horas, essas ações de antecipações precipitadas de alguns feriados, para que as semanas fiquem mais curtas, essas ações obrigam a rede bancária a permanecer fechada nas localidades que adotarem essas medidas.


Tristeza seria se imaginássemos que essas ações implicariam, apenas, na demora do recebimento de alguns benefícios tão importantes nessa época de pandemia, já, há muito, cobrada por esses mesmos governantes (estaduais e municipais) ao Governo Federal. Mas, tragédia mesmo é lembrarmos que, há poucos dias atrás, muitas reportagens jornalísticas estavam cobrando providências quanto às aglomerações e filas causadas pelas pessoas que, por falta de informações ou contato fácil com a tecnologia, buscavam desesperadamente as agências bancárias para receberem seus benefícios e para se manterem vivos. Isso mesmo, muitas pessoas ainda estão tentando se manter vivas, pois a fome, que causa desnutrição e baixa a imunidade corporal, também mata.


E isso tudo se não contarmos com os demais pagamentos normais à população, como a segunda parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas, que começou a ser paga nesta segunda-feira (25) pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).


Dessa forma, algumas perguntas não poderiam se calar.


Qual o critério científico utilizado pelos Governadores e Prefeitos que resolveram antecipar feriados? Quais hipóteses foram respondidas pelos estudos científicos para que tivéssemos a certeza de que estas medidas beneficiariam totalmente a população? Será que esta atitude irá realmente conter a disseminação do vírus? Quando os feriados passarem, as pessoas que não puderam ir às agências bancárias nesse período, que deveriam respeitar um calendário previamente estipulado para se tentar minimizar as aglomerações e que precisam desesperadamente da segunda parcela da ajuda financeira do Governo Federal, irão se organizar para evitarem novas aglomerações nas portas dos bancos, como vimos e criticamos a poucas semanas atrás? Será que os governadores vão colocar as possíveis aglomerações nas portas das agências bancárias, mais uma vez, na conta dessas instituições financeiras, como se fossem as únicas responsáveis pelas filas dos necessitados?


Bem, é melhor pararmos com as perguntas e formulações de hipóteses, pois podemos perceber claramente que as decisões de certos governantes não se baseiam em estudos científicos. Até porque até a própria ONU já desmascarou os governantes brasileiros que se prendem em uma suposta ordem global em favor do isolamento horizontal, quando esta mesma ONU afirmou jamais ter dado esse conselho aos governos do planeta.


Só podemos, assim, torcer para que esses governantes oportunistas, que fingem alianças, mas que sabemos ser atitudes meramente políticas, para que não sejam prejudicados pela opinião pública, caso demonstrem suas discordâncias em tempos de incertezas, passem a assumir as calças que vestem e decidam em favor da população e não de suas campanhas eleitorais. Não entendeu? Eu explico. Em tempos de incertezas e de falta de estudos científicos quanto às verdadeiras ações que funcionem nesse período, tudo está sendo testado em tempo real. Ou seja, se um adotar uma linha de ação e estiver errado estará dando pontos ao outro lado. Logo, é melhor que as decisões dos concorrentes políticos sejam iguais, para que os acertos e erros não influenciem a opinião pública no próximo pleito eleitoral, deixando as diferenças, apenas, para as atitudes e ideias partidárias que já são conhecidas por todos. Ou alguém aqui acha que essa turma é besta?


Mas, como somos brasileiros e não desistimos nunca, sabemos que a esperança é a última que morre e que essa crise vai passar. Só torcemos para que as perdas irreparáveis desta época não venham a se tornar mais revoltantes no futuro, quando algumas máscaras caírem.

Deus está no comando e torcemos para que tudo fique bem logo.



Sidney Lima

Pós-Graduado em Administração

de Segurança Pública e em

Publicidade e Propaganda

Siga-nos em nossas redes sociais

  • Facebook - Grey Circle
  • Twitter - Grey Circle
  • YouTube - Grey Circle
  • Instagram - Grey Circle

Notícia

Desenvolvido por

© 2018-2019. Todos os direitos reservados.

CaJú Publicidade Ltda

CNPJ: 21.107.640/0001-75

Marca_CaJú_PNG.png

Av. Flaviano Guimarães, 333, Cajueiro, Juazeiro-BA, 48904-087