Após PM ser morto na Barra, manifestantes cobram justiça



Após um Policial Militar ser baleado e morto no Farol da Barra em Salvador, manifestantes cobraram respostas da instituição e do Governo do Estado, sobre a condução e o desfecho do caso.


O Soldado da PMBA, identificado como Wesley Soares Góes, chegou por volta das 14h, armado com fuzil e pistola, no Farol da Barra. Enquanto realizava disparos para o alto, Wesley gritava que “não iria permitir que fosse desonrada a dignidade do trabalhador”, o que muitos estão atribuindo às possíveis consequência dos Decretos estabelecidos pelo Governo do Estado, em virtude da pandemia da Covid-19, que proíbe o funcionamento de comércios e atividades consideradas não essenciais.


Após três horas e meia de negociação, o soldado foi morto a tiros, quando efetuou disparos em direção às guarnições do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) que conduziam a ocorrência. Baleado, Wesley foi socorrido para o HGE, mas não resistiu e veio a óbito.



Manifestantes se concentraram durante a noite na frente do hospital onde o militar estava sendo operado, e na manhã desta segunda-feira (29), foram até o local onde tudo aconteceu, para cobrar do Governo do Estado e da Policia Militar, respostas sobre a forma como foi tratado o caso. Eles alegam que a situação poderia ter sido “conduzida de uma forma melhor, que houveram falhas, e que poderia ter sido evitada a morte de um irmão de farda”.



Após o caso tomar grande repercussão em todo o País, o Deputado Federal Eduardo Bolsonaro, comentou sobre o caso nas suas redes sociais. Através de um post, Eduardo alegou que o militar foi morto pois “prender trabalhador é a maior punição” de um “vocacionado em combater o crime”.



O Deputado Estadual Capitão Alden (PSL) alegou que, como a ocorrência foi conduzida com diversas falhas, irá apresentar ao Governo do Estado e à Secretária de Segurança Pública uma pauta onde solicitará a participação de uma Comissão Técnica Independente, para a apuração de todo o caso.



Até o momento o Governador do Estado, Rui Costa, não se pronunciou sobre o caso, o que tem causado grande insatisfação em amigos e parentes de Wesley, que a todo momento cobram respostas.


Em um dos vídeos que circulam na internet desde a noite de ontem, o Comandante do BOPE, Maj PM Cledson Conceição, alegou que, através da equipe de negociação, foi tentado, a todo o momento, trazer Wesley para realidade e convencê-lo a se entregar. Mas, como o mesmo estava bastante transtornado, o pior acabou vindo a acontecer.



Através de uma nota, a Policia Militar lamentou a morte do soldado, e disse que irá apurar o caso.


"A Polícia Militar lamenta profundamente o episódio que ocorreu neste domingo (28), no Farol da Barra, quando todos os esforços foram feitos por um final pacífico durante um possível surto de um PM. O Batalhão de Operações Policiais Especiais adotou protocolos de segurança e o policial militar ferido foi socorrido imediatamente pelo SAMU. A corporação tomou conhecimento ainda de um vídeo do momento em que a imprensa acompanha o fato e é interpelada por um policial militar. A instituição ressalta o respeito à liberdade de expressão e ao trabalho dos jornalistas. O fato será devidamente apurado".


O Cartaz da Cidade seguirá acompanhando toda a repercussão do caso, e irá apresentar todos os fatos que forem apurados durante a investigação.




Fonte: Redação Cartaz da Cidade


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