Aspra exige investigação isenta no caso Wesley Góes e tem mensalidades dos associados retidas


A Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia- ASPRA teve o repasse das mensalidades dos associados retido pelo Governo do Estado da Bahia. A retenção ocorreu após mobilizações de sociedade civil, militares entidades de classe pedindo investigação isenta na morte do soldado Wesley Góes. O fato aconteceu na última quinta-feira (08).


Segundo o soldado Prisco, coordenador geral da ASPRA, o governo fez uma apropriação indébita, sem nenhuma notificação. "Os valores foram descontados dos associados em folha, mas não foram repassados à Associação". Afirma Prisco. Prisco ainda pontua que "O clamor no caso de Wesley não é só da nossa associação, também é de outras entidades que participam dessa luta, mas somente a ASPRA teve o seu repasse retido".


Os motivos da mobilização são o afastamento dos responsáveis pela morte de Wesley (enquanto durarem as investigações) e a apuração exclusiva do Ministério Público do Estado da Bahia (MPE). A advogada da Entidade, Marcelle Maron, explica que a retenção é um ato arbitrário, pois ocorreu sem qualquer determinação judicial ou parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE).


Com a determinação do governo, cerca de 350 trabalhadores (em vinte regionais da ASPRA) ficarão sem salários no mês de abril. Também serão comprometidos os convênios com telefonia e planos de saúde, porque os serviços poderão ser suspensos por falta de pagamentos. "É uma situação preocupante pois alguns polícias fazem tratamentos através do plano de saúde, como quimioterapia e hemodiálise. Esses atendimentos poderão ser interrompidos com a ausência de pagamento", finaliza o soldado Prisco.


De acordo com informações da Ascom da Aspra