EXCLUSIVA: Aumento do Gás de Cozinha e as dificuldades enfrentadas pela população em Juazeiro



A alta no preço do gás de cozinha e dos combustíveis tornou-se um grande problema para os brasileiros. O aumento do botijão causou um grande impacto no orçamento das famílias, sobretudo das mais pobres, afetando diretamente na rotina doméstica. A taxa de inflação eleva o custo de vida e deprecia o valor dos salários. A equipe de reportagem do Cartaz da Cidade, foi às ruas para saber a opinião da população sobre o aumento e saber como ficou o orçamento das famílias.


Carlos de Almeida de 47 anos, em entrevista ao Cartaz da Cidade falou das dificuldades enfrentadas com o aumento do gás de cozinha, sobretudo, para manter as despesas fixas e essenciais com um salário mínimo defasado. “Moramos eu e meu filho, mas só eu que estou trabalhando no momento. Eu sobrevivo de um salário mínimo e isso complicou e muito a minha vida, por conta que não é só o gás de cozinha, tudo ficou caro. O gás é um item essencial para as famílias brasileiras, e o valor, cada vez mais alto, está ficando muito pesado comprar. Tem lugares que nós estamos comprando o gás de cozinha a quase R$ 100 e pra mim ainda dá pra comprar com muito aperto, porque tenho inúmeras despesas, mas imagine para pessoas que sobrevivem com menos de um salário mínimo? Se o botijão de gás acabar no dia de imprevisto vai afetar diretamente no orçamento do chefe de família. Não temos previsão de quando vamos ter uma folga no orçamento, e agora com a pandemia então, a gente vai ter que ir se virando e torcendo para que as coisas consigam cair um pouco o valor ou ao menos estacionar em um valor só”, disse Carlos.


O coordenador Geral da Federação Única dos Petroleiros, Deyvid Bacelar, disse que “Em um momento como o atual, com a pandemia fora de controle, o desemprego e a desocupação dos trabalhadores em níveis recorde e a disparada dos preços dos alimentos”, é um absurdo que “a Petrobrás ainda reajuste seus combustíveis olhando para o exterior”. Ainda de acordo com pronunciamento do coordenador da Federação, “a empresa esquece de seu papel social, ainda mais sendo controlada pelo governo. E a situação é ainda pior com o gás de cozinha, usado pela população mais pobre. O resultado é que essas pessoas estão trocando o gás por lenha, porque não têm como pagar pelo produto. E esse quadro vai se agravar com o fim do auxílio emergencial”


Em 2021 a Petrobras já aumentou os preços da gasolina em 46,2%, do diesel em 41,6% e do gás de botijão em 17%. No Brasil, 91% das famílias usam gás de botijão para cozinhar, enquanto apenas 8% usam gás encanado (como é chamado o gás natural), segundo dados de 2019 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O gás de cozinha é vendido nas refinarias da Petrobras para as distribuidoras. É chamado tecnicamente de gás liquefeito de petróleo (GLP). É o principal combustível de uso doméstico.



Salário Mínimo Ideal


O economista Fernando Carvalho comenta que existem pesquisas realizadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) para saber qual seria o valor ideal de um salário mínimo. “O valor ideal para uma família com quatro pessoas, considerando dois adultos e duas crianças, seria em torno de R$ 4.890 reais. Já para um adulto que vive sozinho o valor seria por volta de R$ 1.222 declara. No entanto, mesmo com 1.222 por pessoa, seria uma remuneração para necessidades básicas”, pontua o economista.




Da Redação / Caíque Lima


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