AUXILÍO EMERGENCIAL: Governo prevê prorrogação por mais dois meses



O governo deve prorrogar o auxílio emergencial por mais dois meses. O número de parcelas extras, no entanto, pode chegar a três, dependendo da evolução da pandemia de Covid-19. Assim, a ajuda voltada aos mais vulneráveis durante a pandemia de covid-19 será estendida até setembro nos mesmos valores de R$ 150 (para pessoas que moram sozinhas), R$ 375 (para mães chefes de família) e R$ 250 (para os demais casos). O número de famílias beneficiadas deve ficar em 39,2 milhões.


Para financiar a prorrogação, a equipe econômica deve abrir um crédito extraordinário de aproximadamente R$ 12 bilhões.


O valor vai reforçar os cerca de R$ 7 bilhões que ainda estão disponíveis dentro dos R$ 44 bilhões do teto de gastos já destinados ao programa e que não foram usados porque o número de famílias na nova rodada ficou abaixo do inicialmente projetado.


Após a prorrogação do auxílio, o governo deve turbinar o Bolsa Família, apenas reajustando o tíquete médio do benefício para R$ 250. Hoje este valor está na faixa dos R$ 190. Também está prevista a ampliação do número de famílias atendidas que está em 14,6 milhões.


Essa ampliação será bancada pela economia de recursos no Orçamento do programa para este ano, já que a maioria dos beneficiários migraram para o auxílio emergencial. Dos R$ 34,8 bilhões reservados para o Bolsa Família em 2021, o governo gastou até agora R$ 10,4 bilhões. Esse passo ocorreria antes de uma reformulação completa do programa, que começaria a ser discutida este ano mas só entraria em vigor em 2022.


Da redação com informações

Comente e Compartilhe!