Bolsonaro critica ala econômica: “Não posso tirar do pobre para dar a paupérrimos”


Foto: Carolina Antunes/ Presidência da República


O presidente disse ainda que o auxílio emergencial não pode ser para sempre e que o novo valor não será R$ 600 nem R$ 200.

Ao discursar em Ipatinga (MG), nesta quarta-feira (26/08), o presidente Jair Bolsonaro fez críticas explícitas à equipe econômica, comandada pelo ministro Paulo Guedes, e disse que a proposta apresentada para o programa de transferência de renda que o governo pretende lançar no lugar do Bolsa Família ainda não será enviada ao Congresso.


“Ontem discutimos a proposta, a possível proposta do Renda Brasil. Eu ontem falei ‘está suspenso’. Vamos voltar a conversar. A proposta como a equipe econômica apareceu para mim não será enviada ao Parlamento. Não posso tirar de pobres para dar a paupérrimos. Não podemos fazer isso aí”, disse o presidente.

Em seu discurso, o presidente ainda atacou outros pontos da proposta. “Como por exemplo, a questão do abono para quem ganha até dois salários mínimo. Seria, né, um 14º salário. Não podemos tirar isso de 12 milhões de pessoas para dar para um Bolsa Família ou um Renda Brasil, seja lá o que for o nome deste novo programa”, prosseguiu.


“Ou o Brasil começa a produzir, começa a realmente fazer o plano que interessa a todos nós, que é o melhor programa social que existe, o emprego, ou estamos fadados ao insucesso. Não posso fazer milagre e conto com todos os brasileiros para que cada um faça o melhor de si para tirar o Brasil da situação difícil em que se encontra, que não é de hoje”, disse o presidente.

Auxílio


Bolsonaro disse que ainda está discutindo com a equipe econômica o novo valor do auxílio emergencial que o governo pagará até o final do ano. O presidente afirmou, no entanto, que não será R$200,00 – como foi proposta pelo ministro Paulo Guedes no início da pandemia – nem R$ 600,00 – como foi aprovado pelo Congresso Nacional. O governo pretende chegar a um valor intermediário.


“Estamos ainda discutindo com a equipe econômica”, disse o presidente ao participar da reinauguração de um alto-forno na usina siderúrgica Usiminas. O presidente disse ainda que, por ser emergencial, o auxílio não pode perdurar para sempre.


“Fizemos o auxílio emergencial para durar três meses no primeiro momento. Quando chegou no terceiro mês, prorrogamos por mais dois meses, completamos agora em agosto seis meses. Isso custa ao governo mais de R$ 50 bilhões por mês. É uma conta pesada. Sabemos que para quem recebe, R$ 600,00 é pouco, mas é muito para um país que se endivida. Lamentavelmente, como é emergencial, temos que ter uma ponto final nisso”, disse.



Fonte: Metrópoles

Siga-nos em nossas redes sociais

  • Facebook - Grey Circle
  • Twitter - Grey Circle
  • YouTube - Grey Circle
  • Instagram - Grey Circle

Notícia

Desenvolvido por

© 2018-2019. Todos os direitos reservados.

CaJú Publicidade Ltda

CNPJ: 21.107.640/0001-75

Marca_CaJú_PNG.png

Av. Flaviano Guimarães, 333, Cajueiro, Juazeiro - Bahia - Brasil 48904-087