Brasil corre risco de ficar sem vacinas



A informação divulgada na última quarta (07), pela CNN Brasil, revelando que o Instituto Butantan precisou paralisar a produção da Coronavac por falta de matéria-prima, pode ter efeitos devastadores no processo de imunização em todo o Brasil. Segundo dados do SUS, 8 em cada 10 vacinas aplicadas hoje no país são do resultado da parceria do Butantan com a chinesa Sinovac e as 2,5 milhões de doses que o Instituto tem prontas, hoje, não são suficientes para dar continuidade à vacinação, especialmente após a orientação do Ministério da Saúde de aplicar todas as doses enviadas, sem fazer a reserva da segunda dose.


Oficialmente, o Instituto Butantan diz que cumprirá com os prazos e entregará as 10 milhões de doses restantes ao Programa Nacional de Imunizações até o dia 30 de abril. Mas a paralisação das fábricas, o atraso do envio do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da China, que deveria chegar nesta sexta (9) e já foi adiado para a próxima quinta (15), preocupa. Estados e Municípios em todo o Brasil seguiram ampliando os grupos atendidos com a vacina, na expectativa do envio de novas doses por parte do Ministério da Saúde, podem ser afetados e frustrar a população que esperava ser contemplada.


O cenário é agravado pelas sucessivas dificuldades da parceria da Fiocruz com a AstraZeneca, de engrenar a produção de sua vacina. Muito embora a Fundação tenha apontado que chegou a capacidade de produzir 900 mil doses por dia e o Ministério da Saúde conte com mais de 18 milhões de doses dessa vacina em abril, o IFA utilizado pela Fiocruz também é oriundo da China e entra no risco de falta de fornecimento.


Diante do aumento da escalada nas mortes que ultrapassou o patamar das 4 mil por dia, pacientes na fila aguardando por leitos de UTI em todo o Brasil, a vacinação era a grande esperança dos brasileiros para uma saída da pandemia e pode, por falta de planejamento e vontade política, ser paralisada neste momento.



Com informações da CNN

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