Caso Beatriz: Lucinha Mota continua buscando respostas para o crime que tirou a vida de sua filha



Nesta terça-feira (11), a equipe de reportagem do Cartaz da Cidade recebeu a mãe de Beatriz, Lucinha Mota, que durante entrevista, falou com exclusividade sobre o andamento das investigações que apuram o assassinato de Beatriz. Ela também fala sobre a necessidade da intervenção de peritos americanos na apuração da morte.


Segundo ela, a empresa americana, Criminal Investigations Training Group, entrou em contato com a Polícia Civil, responsável pelo caso, na tentativa da realização de um trabalho de investigação conjunto. A família de Beatriz alega também, que a todo instante tenta contato com o Governo de Pernambuco, mas que não tem respostas sobre o assunto e questiona sobre a quem interessa a morosidade na resolução do caso Beatriz.



Após cinco anos do assassinato de Beatriz Angélica Mota, o autor do crime ainda não foi desvendado. A criança foi encontrada morta em 2015 no dia 10 de dezembro, dentro do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, após receber golpes de faca.


A empresa de peritos americanos se pronunciou através de uma nota. Confira:


“Há vários anos acompanhamos a investigação do caso Beatriz Angélica Mota e sentimos que poderíamos agregar valor à investigação abrindo recursos adicionais, bem como disponibilizando investigadores de homicídios e investigadores de cena de crime experientes. Procuramos abrir uma linha de comunicação com a Polícia Civil de Petrolina que investiga o caso com o intuito de trabalhar em conjunto para encontrar uma solução na solução do caso que, em última instância, levará a Polícia Civil a prender o infrator envolvido. Há muito tempo que estou em contato com a Lucinha e com o Sandro Mota, pais da vítima Beatriz Angélica Mota, e eles estão abertos a receber a nossa assistência. Nossa intenção é buscar a aprovação para trabalhar com a Polícia Civil neste caso. Eu poderia facilmente ter feito contato direto com a Polícia Civil, mas esse não seria o caminho adequado a seguir, mas sim pelos canais do governo. Em setembro de 2020, entrei em contato com o Consulado Americano em Recife, Pernambuco detalhando nosso pedido e eles gentilmente concordaram em nos ajudar a fazer contato com a Polícia Civil e os investigadores principais do caso, mas para passarmos pela cadeia de comando adequada. Informaram-me que encaminharam com sucesso o meu pedido e documentos ao Diretor Regional de Petrolina, Sr. João Leonardo e que gostaria de comunicar ao Delegado que está encarregado de supervisionar a investigação com a aprovação final do Secretário de Estado Sr. Antonio Padua. Não tivemos notícias do Sr. Leonardo. Como você pode entender, nossos métodos, formas de abordar esta investigação, análise ou o que poderíamos fornecer para ajudar na solução deste caso não é algo que discutiríamos com a mídia, mas sim para ser mantido internamente com a Polícia Civil, a família e o nosso grupo. Nossa missão no final é auxiliar na investigação que conduza a captura do infrator e providenciar algum tipo de fechamento para a família de Beatriz Angélica Mota. Não estamos pedindo dinheiro ou recompensa e não será um custo para ninguém no Brasil por nossos serviços. Simplesmente queremos ajudar e podemos fornecer esses serviços.”


O caso Beatriz deverá ser inspiração de séries para canais de filmes, a exemplo da Netflix, conta a mãe Lucinha Mota. Os direitos autorais foram cedidos porque segundo Lucinha, a família tem usado todos os recursos possíveis para que o crime seja elucidado.


Veja com exclusividade a entrevista com Lucinha Mota:






Da Redação - Caíque Lima.

Produção - Viviane Santos

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