Congresso analisa vetos de Bolsonaro ao Orçamento, ainda sem acordo sobre emendas parlamentares.



Depois do estremecimento causado por declarações do ministro Augusto Heleno e pelo envio de um vídeo pelo presidente Jair Bolsonaro, aludindo a manifestações contra o Parlamento, governo e Congresso voltaram a sentar à mesa na segunda-feira em busca de um acordo sobre o Orçamento de 2020, o principal ponto de conflito entre os dois Poderes no início do ano.


Bolsonaro recebeu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), no Palácio do Planalto, e delegou aos ministros Luiz Eduardo Ramos (secretaria de Governo) e Paulo Guedes (Economia) a costura de uma saída.

A poucas horas da sessão do Congresso convocada para decidir na tarde desta terça-feira sobre os vetos presidenciais ao Orçamento, nem governo, nem os parlamentares envolvidos no debate tinham ao final da noite de segunda segurança sobre o resultado da votação.


A dúvida vem do crescimento do número de senadores que se anunciam dispostos a manter os vetos de Bolsonaro, independentemente da tentativa de acordo entre o Planalto e a cúpula do Congresso.


Se mantidos os vetos, os parlamentares perderiam a prerrogativa de indicar a ordem de execução de suas emendas, e voltaria também ao governo a prioridade para indicar a alocação de R$ 30 bilhões que, segundo o aprovado pelo Congresso, caberiam ao relator do Orçamento, o deputado Domingos Neto (PSD-CE).




Fonte: O Globo

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