Coronavírus, vida que segue. Mas, a pandemia ainda não acabou



Juazeiro registra mais de 3.500 casos do novo coronavírus.

Por Iuric Pires


Após cinco meses fechados para o atendimento ao público, em razão da pandemia do novo coronavírus, bares e restaurantes voltaram a funcionar de forma presencial, em Juazeiro, no último dia 10 de agosto, sob novos protocolos de higiene e distanciamento social. O movimento dos locais, no final de semana da cidade, demonstrou que a população se sentia literalmente presa, e, no primeiro momento de liberdade, saiu para celebrar. A pandemia, porém, não acabou e o município registra mais de 3.500 casos do novo coronavírus.


De acordo com relatos de quem esteve visitando os locais, grande parte dos estabelecimentos respeitou as recomendações, como a aferição de temperatura dos frequentadores e a disponibilização de álcool em gel, além de estabelecer o devido distanciamento entre as mesas. Porém, nem todo lugar foi assim. Um bar, no Alto do Cruzeiro, teve que ser interditado por uma guarnição da Polícia Militar, visto que havia diversas pessoas sem evitar contato físico, dançando aglomeradas num show de voz e violão.


Entendo perfeitamente que os proprietários de bares e restaurantes precisavam da reabertura, visto que o atendimento delivery não estava conseguindo suprir a demanda financeira e que estes estabelecimentos empregam um grande número de pessoas. Por outro lado, a flexibilização tem dado uma falsa sensação de segurança e as pessoas parecem ter perdido o “medo do vírus”. Além disso, o plano de reabertura destes locais, em Juazeiro, esqueceu um detalhe importante para a contenção das aglomerações. Não há limitação de horário de funcionamento, o que representa uma falha que o poder público municipal precisa corrigir.


Especialistas em saúde destacam que bares e restaurantes possuem características que favorecem a transmissão do vírus, uma vez que os frequentadores precisam tirar as máscaras para beber e comer, ficam mais próximos para conversar diante dos ruídos do som ambiente, além do uso de locais comum como balcões e banheiros. É preciso relembrar que muitas

pessoas podem ser contaminadas pelo coronavírus e não desenvolverem sintomas, facilitando a proliferação.


Não quero aqui apontar culpados, mas destacar que devemos ter consciência da situação em que o nosso país e o nosso município ainda se encontra com relação à pandemia. Nesta etapa, é ainda mais importante ter atenção e cuidado redobrados nesses estabelecimentos, para que a volta seja promissora e não proponha um retrocesso ao relaxamento.



Iuric Pires Martins

Bacharel em Relações Internacionais,

Especialista em Gestão de Pessoas

com Ênfase em Gestão por Competência

na Gestão Pública e Mestre em Dinâmicas

de Desenvolvimento do Semiárido.

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