Denúncia: Líder de movimento estudantil em Juazeiro/BA ameaça alunos secundaristas.


Associação dos Conservadores de Juazeiro enviou, para a equipe do Cartaz da Cidade, uma denúncia a respeito do comportamento violento e autoritário de um integrante do Movimento Estudantil da cidade.


Veja na íntegra a denúncia enviada pela ACONS:


"MILITANTES VIOLENTOS: LÍDER DE MOVIMENTO ESTUDANTIL EM JUAZEIRO-BA AMEAÇA ALUNOS SECUNDARISTAS

Nossos jovens estudantes não estão mais seguros em Juazeiro. O movimento estudantil, responsável pelas últimas manifestações na cidade, tem agido de forma autoritária e violenta, inclusive com estudantes secundaristas.


No último dia 30 de maio, o menor de idade com iniciais L.C.P. acompanhava a manifestação de estudantes pelas ruas de Juazeiro até o seu percurso final, na praça Barão do Rio Branco, como é mais conhecida, a praça do Edson Ribeiro.


Na ocasião em que observava o final do ato junto com um amigo, ele percebeu que estava sendo filmado por um homem que ele não conhecia, mas afirmou ser um dos que liderava a manifestação puxando gritos de ordem contra o governo. Ao se dirigir a essa pessoa para indagá-la sobre o motivo da captação das imagens, os estudantes foram mal recebidos, foi quando o menor L.C.P. decidiu filmá-lo com seu celular também, então, esse homem partiu para cima do estudante com movimentos bruscos tentando tomar o aparelho de sua mão, enquanto repetia:


'VOCÊS ESTÃO CONFIADOS EM QUEM? VOCÊS SÃO APENAS DOIS E ESTÃO SOZINHOS.'


Protegendo o celular para não ser roubado, o menor apontou para duas viaturas da polícia militar que estavam a alguns metros dali. A resposta do homem foi

'SERÁ QUE VOCÊS CONSEGUEM CHEGAR ATÉ LÁ?'


Ainda furioso, o homem foi em direção a um megafone e começou a hostilizar os dois garotos e pedir que os manifestantes expulsassem os jovens de lá.


Depois da orientação de advogados, a mãe do menor resolveu fazer um B.O. na delegacia, temendo pela integridade física de seu filho que teve a imagem captada, sem motivo e sem autorização, no celular do posteriormente identificado.



O homem em questão se chama Elvis Fernando Alves da Silva, líder de movimento estudantil em Juazeiro e presidente do Diretório Acadêmico de Pedagogia da Uneb por cerca de 2 anos.



Segundo fontes, o senhor Elvis foi relocado de Recife para Juazeiro por um movimento estudantil com a missão de recrutar alunos da Uneb e criar uma militância estudantil/partidária. Chegou em 2015 e após quatro anos de universidade, ainda cursa disciplinas do quarto período, enquanto, já deveria estar finalizando o curso. O que enquadra seu perfil na condição de 'ESTUDANTE PROFISSIONAL', como a presidente da Une que cursa pedagogia há 8 anos. O estudante profissional não está na universidade para estudar, mas para realizar ações militantes.


Tentamos encontrar o currículo lattes do senhor Elvis Fernando Alves da Silva no CNPQ, já que é um aluno que está há 4 anos numa universidade como a Uneb que sempre se vangloria de suas pesquisas e produções. Não existe registro na plataforma. Assim como, quase nenhuma informação sobre ele na internet. Ou seja, um fantasma.


Segundo fontes da Uneb, já em 2016 iniciou sua militância colando em todo o campus cartazes sem autorização da direção do departamento, incentivando as pessoas a não votarem para prefeito e nem para vereador. Ainda em 2016, conseguiu ser eleito presidente do diretório acadêmico de pedagogia e uma das suas ações nesse ano foi decidir pela greve e a invasão da universidade sem consultar os mais de 400 alunos do curso.



Após 30 dias de greve, ele convocou uma reunião com os alunos de pedagogia no campus para avaliar as conquistas e os rumos a serem tomados. Apenas 6 alunos do curso compareceram, além de três alunos do curso de agronomia e um ex aluno da universidade.

Esses últimos quatro mencionados relataram que em determinado momento da reunião o senhor Elvis fez a seguinte declaração:


'NÃO É MAIS TEMPO DE REFLEXÃO, É TEMPO DE AÇÃO. OS ALUNOS DEVEM PEGAR EM ARMAS E IREM PARA AS RUAS E RETOMAR O PODER DA MÃO DESSES BURGUESES.'


Em julho de 2017, juntamente com uma aluna da UPE, o senhor Elvis realizou em Petrolina o ENEPe - Encontro Nacional de Estudantes de Pedagogia, com ajuda da direção da UPE e da UNEB.


Logo na entrada do local de reuniões do evento existia uma faixa escrita:


'MORTE AOS LATIFUNDIÁRIOS.'


No primeiro esboço da programação do evento feita por ele, havia a proposta de 'AULAS DE DEFESA PESSOAL EM MANIFESTAÇÕES, logo depois, foi modificada apenas, para defesa pessoal. Após repercussão negativa do enunciado.


Nesse mesmo evento, após uma série de incômodos, a jovem D. Duarte, que era aluna de Pedagogia - UFPE- Recife, decidiu com algumas mulheres da sua delegação buscar soluções junto a comissão organizadora, buscaram o responsável pelo evento e foram agredidas:


'Sou D..., de Pedagogia- UFPE- Recife

As agressões foram nas meninas da minha delegação

Foram muitas agressões e eu nem me lembro todas que ele agrediu

Verbalmente ele gritou comigo

Sei que ele deu tapa em uma delas

E um dos professores empurrou uma mesa nas meninas

Depois que ele agrediu a menina

Ele sumiu por dias do evento.'


Esse é o perfil de um líder estudantil em pleno exercício nas universidades da cidade.

Depois dos acontecimentos de 1930 os movimentos estudantis começaram a despontar e logo em 1937 foi fundada a UNE. As influências desses movimentos cresceram após 1964 e com o tempo, além da UNE, outras siglas surgiram assim como surgiu outra funcionalidade para os movimentos.


Embora o discurso continue o mesmo e pregue sempre a luta pela educação de qualidade, a sua razão de existir, não é essa. Os movimentos estudantis funcionam como os movimentos sindicais, eles não representam, eles deliberam, geralmente sob as instruções de algum partido.


Os seus agentes, 'estudantes profissionais', estão sempre realizando o vestibular para o mesmo curso afim de cumprir sua missão naquele lugar. São pagos para isso. O chefe de delegação responsável pelo grupo que em julho de 2010 se deslocou para a cidade de Brasília afim de participar do 30º ENEPe - Encontro Nacional de Estudantes de Pedagogia, realizado na UnB. Relatou que um desses estudantes profissionais a serviço de um movimento estudantil tentou comprar os votos da delegação em Juazeiro e Senhor do Bonfim para a plenária final do evento, oferecendo mil reais, o dinheiro foi colocado na mão desse chefe de delegação que recusou a proposta. O mencionado “aluno” já estava há 12 anos no mesmo curso de uma universidade em Salvador.


Triste ver a conivência de um órgão de educação superior gerido pelo estado permitindo esse tipo de situação dentro dos seus muros. Aliás, a universidade é um espaço protegido por leis e por uma cultura que a consente ser intocável. Nessa terra de ninguém é possível fazer qualquer coisa que em outros espaços sociais nunca seria permitido. Como por exemplo, o uso de drogas. Essa liberdade velada que traz a segurança que os agentes precisam para atuar.


É uma situação comum ouvir pessoas comentarem sobre as mudanças que aconteceram no comportamento de jovens que adentraram a universidade ou então que, ainda sendo secundaristas, tiveram contato com o movimento estudantil. Muda-se a cultura, crenças, roupas, cabelo, rotina, linguagem e entre outras coisas. Muitos pais, não sabem o que aconteceu com seu filho, por essa razão, eles não sabem como reverter o quadro que só piora a cada dia.


Os adolescentes/jovens de Juazeiro estão sendo recrutados por pessoas implacáveis que só respeitam sua missão. Se esse tipo de ação continuar acontecendo na nossa cidade, muitas vidas ainda vão se perder, muitos sonhos irão sucumbir.


Nossa juventude é refém sem opção de resgate.

Enquanto a UJS e o PC do B estiverem em Juazeiro, sonhar será impossível e os pesadelos serão reais. Só com a UJS fora daqui, só assim, os nossos adolescentes/jovens poderão ter uma chance de alcançar a felicidade que sonhamos para eles."






Fonte: ACONS Juazeiro

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