Educação brasileira e a espera pelo abate dos rebanhos

Atualizado: Mai 27


Os governos não sabem se registram as aulas online como parte da carga horária anual devida para os estudantes. A diferença de classes sociais e econômicas não permitem a simples solução das aulas online.

Por Sidney Lima


Uma das dúvidas cruéis dos governantes, no que diz respeito à educação e registro de ano letivo, em tempos de isolamento social e de escolas fechadas, é saber se as aulas poderiam ser transmitidas pela internet, para que os alunos não ficassem prejudicados, em 2020.

Claro que, se estivéssemos em um país mais bem administrado ao longo dos anos que já tivemos, hoje nem estaríamos escrevendo essa coluna. Hoje, os alunos estariam sendo muito bem assistidos pelos professores por meio da tecnologia digital.

Tanto já está comprovado que as aulas à distância são úteis para o aprendizado da população que muitos cursos de graduação, pós graduação e de extensão, são ministrados e diplomados de forma oficial por diversas instituições de ensino no país.

Então, porque os governos estariam tão reticentes em adotar essa simples medida para a solução do problema? A resposta é mais simples ainda: a população não está preparada para, mesmo nos idos de 2020, adotar esse recurso como solução, pelo simples fato de muitas pessoas não terem acesso aos equipamentos eletrônicos, ou mesmo ao sinal de internet, para que as aulas digitais possam chegar aos alunos de baixa renda.

Assim, esperamos que a notícia, que está em questão nos principais telejornais do país, possa servir sim para, mais uma vez, entendermos que precisamos escolher melhor os nossos administradores. E mais, que sirva de lição para conferirmos que os últimos anos não serviram para que a população brasileira pudesse ser levada a sério, quanto a essa questão tão importante que é a educação.

Gastos com estádios de futebol não tiveram nenhum óbice por parte de administradores que se dizem a favor das comunidades. O princípio básico para a evolução de uma sociedade, que é a educação, jamais foi levado a sério, pelo menos nos últimos trinta anos, quando começamos a ter uma revolução tecnológica que permitisse acesso aos meios digitais de aprendizado. E observem que nem estamos comparando os discursos de construção de estádio com a de hospitais, como muitas pessoas estão explorando politicamente agora. Só estamos comparando a compra e construção de estádios em detrimento da compra e distribuição de tablets, por exemplo, para estudantes da rede pública. Ou para a distribuição de internet gratuita à população de baixa renda, para que esta pudesse ter acesso às informações em tempo real, como você está tendo agora mesmo, através da leitura deste texto.

Enfim, esperamos, agora, que todos nós sejamos fonte multiplicadora de informação (digital ou presencial), para que possamos sim reverter as necessidades básicas dos governantes que têm medo do fato de que a população fique mais inteligente e escolha melhor os seus representantes. Espero que já estejamos fartos da velha política do “quanto pior, melhor”, pois nada mais feio do que se perpetuar no poder pela falta de capacidade de seus cordeiros. Não adianta o fato de que os políticos queiram ser pastores de rebanhos completamente desprovidos de inteligência, aguardando, apenas, a hora do abate. Mais importante seria termos pastores muito mais inteligentes, para que se promovesse o crescimento constante de todo o rebanho, que estaria trabalhando para soluções inteligentes e para a constante evolução da sociedade em que vivemos, ao ponto de nunca nos preocuparmos, apenas, com a hora do abate.

Sidney Lima

Pós-Graduado em Administração

de Segurança Pública e em

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