Em volta à rotina pós-Covid, Bolsonaro monta agenda de viagens e discute trocas de líderes



O presidente definiu ainda que, nesta semana, fará duas viagens. A primeira, na quinta-feira (30), para a Bahia, onde deve inaugurar uma adutora.

Isolado no Palácio da Alvorada havia 20 dias, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) retornou nesta segunda-feira (27) à rotina normal de trabalho após anunciar que seu exame médico deu negativo para o novo coronavírus.


No primeiro dia de volta ao Palácio do Planalto, o presidente programou agenda de viagens, fez reunião com ministros palacianos, discutiu a pauta governista e avaliou nomeações para cargos de liderança no Poder Legislativo.


Pela manhã, ainda vestindo máscara de proteção, Bolsonaro alertou a um grupo de apoiadores que não cumprimentaria ninguém com aperto de mão. "Desculpa aí. Eu estou imunizado já, mas evito o contato", disse.


Ainda no Palácio da Alvorada, o presidente discutiu com deputados aliados nomes para a vice-liderança do governo no Congresso. Na semana passada, a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) foi retirada do posto após votar contra o Fundeb, o fundo da educação básica.


O presidente não chegou a uma definição. A ideia é que ele preencha o posto com um nome do centrão, em agosto, quando deve fazer outras trocas, como as mudanças dos vice-líderes Pedro Lupion (DEM-PR) e Izalci Lucas (PSDB-DF).


No Palácio do Planalto, Bolsonaro fez uma reunião com os ministros militares para discutir projetos prioritários e o cenário externo de tensão entre os Estados Unidos e a China.


Segundo relatos feitos à reportagem, ele também pediu celeridade na votação de pautas no Legislativo.


O pedido do presidente foi repassado à tarde pelo ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, em encontro com líderes partidários. Na lista, estão o marco legal do gás, a autonomia do Banco Central, a lei de falências e o projeto do homeschooling (educação em casa).


O presidente definiu ainda que, nesta semana, fará duas viagens. A primeira, na quinta-feira (30), para a Bahia, onde deve inaugurar uma adutora. Na sexta-feira (31), deve visitar o Rio Grande do Sul para a entrega de um conjunto habitacional.


Durante a tarde, o presidente telefonou para o sargento aposentado do Corpo de Bombeiros Augusto Cassaniga, que participou do resgate de vítimas do incêndio no Edifício Joelma, em São Paulo, em 1974. Bolsonaro parabenizou o militar pelos seus 80 anos e gravou a conversa.


Na sequência, o presidente foi ao HFA (Hospital das Forças Armadas), em Brasília, visitar a equipe médica que ajudou em seu tratamento contra o novo coronavírus. E, ao retornar ao Palácio da Alvorada, voltou a cumprimentar simpatizantes.


"Eu posso tirar a [máscara]?", questionou. "Não, porque vira capa do jornal amanhã", completou.


Mesmo assim, o presidente baixou a máscara para tirar fotos com apoiadores. Ele disse que não teve sintomas fortes da doença.


"Quem tem problema de saúde e uma certa idade qualquer coisa é perigosa. Se tomar uma chuva, pega pneumonia", afirmou.

O primeiro exame positivo do presidente foi divulgado em 7 de julho. Desde então, ele ficou recolhido no Palácio da Alvorada.


Durante esse período, passou a aparecer no jardim nos finais de tarde para alimentar emas e acompanhar a cerimônia de arriamento da bandeira nacional.


Ao longo dos últimos 20 dias, manteve uma rotina de reuniões por videoconferência, lives às quintas-feiras e de publicações nas redes sociais, muitas vezes defendendo o uso da hidroxicloroquina, medicamento que não tem efeito cientificamente comprovado no combate ao coronavírus.


Na manhã desta segunda, o presidente demonstrou impaciência com pedidos de um grupo de apoiadores. Ele pediu objetividade nas manifestações e reclamou das demandas.

"Se todo mundo que vier aqui quiser falar comigo, vou botar um escritório, botar uma escrivaninha aqui e atender todo mundo", disse Bolsonaro.


Ao dizer que voltaria a trabalhar, atribuiu o desemprego no Brasil a outras pessoas, mas não citou nomes.


Desde o início da crise, o presidente tem criticado prefeitos e governadores por decretos de fechamento do comércio, medida tomada para evitar aglomerações e a aceleração da disseminação do vírus.


"Pessoal, obrigado. A gente vai voltar a trabalhar hoje. Muitos problemas para resolver, muitos, que outros fizeram para a gente para botar no meu colo. Acabaram com o emprego no Brasil, a gente vai ter que trabalhar para recuperar isso daí", afirmou.



Fonte: Bahia Notícias

Siga-nos em nossas redes sociais

  • Facebook - Grey Circle
  • Twitter - Grey Circle
  • YouTube - Grey Circle
  • Instagram - Grey Circle

Notícia

Desenvolvido por

© 2018-2019. Todos os direitos reservados.

CaJú Publicidade Ltda

CNPJ: 21.107.640/0001-75

Marca_CaJú_PNG.png

Av. Flaviano Guimarães, 333, Cajueiro, Juazeiro-BA, 48904-087