Empresários do nordeste pedem reconhecimento e se oferecem para ajudar o Brasil

Com a pandemia do novo coronavírus pelo Mundo, o Brasil começa a sofrer com a falta de insumos hospitalares e para fabricação de medicamentos, já que a maior parte vem da China.


Em vídeo que tem circulado nas redes sociais, um empresário da cidade de Serrolândia na Bahia, mandou um recado para o Governo Federal e afirmou que, o Brasil não precisa importar nada da China e disse ainda que tem tudo para girar a economia e atender às necessidades do ministério da Saúde.



Esse fato levou a equipe do Cartaz da Cidade a fazer uma viagem pelos fatos que nos trouxeram à situação atual de nosso país. Vejamos a seguir.


Brasil X China


Nas últimas semanas, está faltando o básico para o atendimento aos pacientes dos hospitais públicos e privados de algumas regiões do país. O sistema de saúde tem sofrido com a escassez de insumos e equipamentos individuais, para ajudar na proteção dos profissionais da área e tratar pacientes infectados pelo novo coronavírus. Com o aumento do número de casos e o Brasil sendo um país que tem um alto índice de pessoas idosas, cardíacas, diabéticas e com outros tipos de comorbidades, o que tem preocupado é que o país possui poucos respiradores. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil tem pouco mais de 61 mil respiradores em perfeita condição de uso.


Diante de toda a situação que a pandemia tem causado na área da saúde e com a escassez dos equipamentos e EPIs, fica claro o quanto o setor no Brasil está dependente da China. Além de demonstrar, também, que a situação precisa mudar e que, o governo precisa incentivar mais as indústrias deste setor, já que, hoje em dia, para produzir no país, as empresas pagam um valor muito alto com taxas e impostos, algo em torno de 48%. O Brasil é um grande consumidor, mas, ao longo dos anos, deixou de ser produtor para se tornar um importador. Na importação, o imposto chega à zero, com isso, os hospitais acabam optando por comprar fora do país.


A defasagem da tecnologia dos equipamentos da área da saúde no país foi outro fator que contribuiu para que o Brasil acabasse se tornando dependente de produtos importados. Com isso, a China tem sido um parceiro importantíssimo do Brasil neste setor, já que é referência neste mercado, devido ao investimento de qualidade das produções.


Mas, com o surgimento da pandemia do novo coronavírus, que teve a China como o epicentro inicial, o país, para conter a disseminação do vírus em seu território, precisou determinar o fechamento de fábricas por várias semanas, após o feriado do Ano Novo chinês. Com o aumento no número de casos e a alta demanda de insumos hospitalares, a China precisou frear a exportação desses materiais para outros países. Com a retomada da atividade industrial na China e o surgimento de novos casos do Covid-19 em vários pontos do Mundo, além da rápida proliferação do vírus entre as pessoas, a necessidade de EPIs, passou a ser crescente, o que acabou ocasionando uma grande disputa por materiais hospitalares, entre os países.


Brasil x Estados Unidos


Até a maior potência mundial, os Estados Unidos da América, precisa do abastecimento da China.


Recentemente o Consórcio Nordeste, grupo formado por nove governadores da região Nordeste do Brasil, teve a compra de 600 respiradores artificiais cancelada pela empresa chinesa que produz o equipamento. O valor do contrato era de R$ 42 milhões.



A assessoria de comunicação do Consórcio Nordeste, informou na época que a carga ficou retida no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos. O Ministro da Saúde chegou a afirmar também que, contratos para compra de máscaras e respiradores tinham sido cancelados.

O governo de Pernambuco chegou a acusar outros países, sem direcionar de forma clara os Estados Unidos, de tentar barrar as compras feitas pelo Brasil.


"Temos visto uma disputa internacional muitas vezes desproporcional; países adotando medidas para resolver os problemas dentro das suas fronteiras a despeito de acordos internacionais e de compras que tenham sido anteriormente feitas. Isso envolvendo grandes economias mundiais, como o Brasil", afirmou o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia.



O Embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, negou, através de uma coletiva realizada no último dia (7), de que o governo norte-americano tenha atrapalhado ou retido qualquer equipamento destinado ao Brasil.


O governo dos Estados Unidos não comprou nenhum material médico fabricado pela China e destinado ao Brasil”, e concluiu dizendo que,“tais informações são notícias ruins, divulgadas por pessoas que querem avançar com suasagendas pessoais ou de governo; ou mesmo de muitos comerciantes que querem vender para lá e para cá na busca cada vez maiores. Mas, nossos oficiais de Justiça estão tentando prevenir isso, porque é contra a lei americana”, afirmou.



Centrais sindicais e entidades de trabalhadores do setor industrial


Os líderes do setor industrial buscam o apoio para a chamada reconversão, que é uma adaptação das empresas para produzir equipamentos usados no combate ao coronavírus. Eles defendem que não há nada que impeça o Brasil de voltar a produzir os equipamentos já que, as universidades brasileiras estão capacitadas para ajudar na organização do processo de produção, além de que, acreditam que a indústria brasileira tem experiência e grande potencial de desenvolvimento no setor. Como a demanda pública é imensa, iria contribuir na geração de novos empregos.



Para o presidente da CUT, Sérgio Nobre, “esses equipamentos estão fazendo falta para profissionais da saúde e para pacientes”.


Rafael Marques, presidente do Instituto Trabalho, Indústria e Desenvolvimento (TID-Brasil), afirma que “o Brasil perdeu muita participação na produção estrutural do setor de saúde. Nunca produziu grandes equipamentos sofisticados e perdeu os que exigem média tecnologia, sendo sugado pela potência chinesa. O movimento sindical já disse que o Brasil precisa dar novos passos para se reindustrializar”.



Empresas e Empreendimentos baianos têm produzido insumos para ajudar à população na prevenção


Em Nota divulgada pela SETRE(Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte), nesta terça-feira (15), informou-se que em Ituberá município baiano, a Associação de Artesãos Mãos Que Fazem Arte, grupo formado por costureiras locais e que recebem assistência técnica do Centro Público de Economia Solidária (Cesol) do Baixo Sul, tem trabalhado na produção de máscaras artesanais para enfrentar a disseminação do Covid-19, além de gerar renda para as costureiras da Associação. Mais de mil máscaras já foram produzidas.






Em Juazeiro,a Agro Indústrias do Vale do São Francisco S.A – Agrovale, empresa sucroalcooleira, fez doação de álcool 70%, destinado à higienização e assepsia dos profissionais de saúde e demais colaboradores das unidades de serviços de atenção ao usuário do Sistema Único de Saúde – SUS, através do Governo do Estado da Bahia e, para os município de Juazeiro e Petrolina (PE). Ao todo mais de 100 litros foram doados.





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