EXCLUSIVO: PMJ segue orientação do MP/BA e trabalhadores da limpeza vão paralisar as atividades

"Iremos paralisar o serviço amanhã (19) caso não seja retomada a vacina hoje", alertou o diretor do sindicato Jamay Damasceno


Em nota divulgada nesta terça-feira (18), a Prefeitura Municipal de Juazeiro informou que o Ministério Público da Bahia (MP-BA) determinou a suspensão da vacinação de trabalhadores da limpeza, que deveria acontecer hoje. De acordo com a assessoria, a promotora de Justiça Rita de Cássia Rodrigues Caxias de Souza justificou a suspensão alegando que a ordem do Plano Nacional de Imunização traz trabalhadores do transporte público à frente dos trabalhadores da limpeza.


A Prefeitura ainda reforçou que a vacinação foi autorizada pela Secretaria de Saúde da Bahia por meio da Comissão de Intergestores Bipartide da Bahia (CIB). "Mesmo com o entendimento da Secretaria de Saúde da Bahia que emitiu a nota técnica através da Comissão Intergestores Bipartite da Bahia (CIB), autorizando a vacinação dos trabalhadores de limpeza, o MP-BA orientou a suspensão da vacinação de hoje. A Sesau seguiu a orientação e aguarda nova determinação para vacinar contra a Covid-19 os trabalhadores da limpeza em Juazeiro", concluiu.


O site Cartaz da Cidade contatou o Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Intermunicipal de Juazeiro e Região (Sindlimp) sobre a decisão do MP e o diretor do Sindicato Jamay Damasceno informou ter protocolado um ofício na Prefeitura de Juazeiro. Segundo ele, outro ofício seria encaminhado à 11ª Promotoria de Justiça porém o expediente encerrou às 13h e ele não conseguiu registrar o documento. "Mas posso adiantar que iremos paralisar o serviço amanhã caso não seja retomada a vacina hoje", alertou.


No texto do ofício a categoria argumenta que a Promotoria "recomendou" e que a medida acatada pela Prefeitura foi "antecipada e injusta", confira: "Ocorre, porém, que a suspensão da vacinação, notadamente após haver dado conhecimento público, é medida antecipada e injusta. Isto porque os Municípios detém a atribuição de organizar a aplicação das vacinas, conforme o PNI bem assim como sua realidade local. Ademais, justamente em virtude disto é que a informação obtida é de o Ministério Público Estadual “recomendou” a priorização de outra categoria em detrimento da limpeza urbana, mas não buscou medida coercitiva neste sentido".


Iana Lima - Jornalista

Foto arquivo Sindilimp

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