Fecomércio defende abertura 'com segurança' do comércio: 'Precisamos manter empresas vivas'

Presidente da federação afirmou que, mesmo com pressão, há consenso entre empresários e poder público sobre risco de abertura imediata do comércio



O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA), Carlos de Souza Andrade, comentou as negociações para reabertura gradual do comércio em Salvador diante da pandemia de coronavírus. Em entrevista a Mário Kertész hoje (6), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole, ele declarou que a pressão é muito grande por parte dos empresários lojistas de modo geral, do comércio, do serviço e do turismo. "Já há uma liberação não tão grande do serviço. Mas se sabe que tem o comércio de bairro em Salvador, onde lojas abaixo de 200 m² estão funcionando, e temos um comércio de shopping em véspera de Dia das Mães. Estamos sofrendo muito, a pressão está sendo muito grande em cima da federação e dos representantes do comércio varejistas", afirmou o dirigente. 

"Estamos num baque muito grande, mas dialogando com o prefeito no sentido de buscar a melhor data de abrir o comércio com segurança. A coisa mais importante que nós temos é a vida humana. Agora, precisamos manter nossas empresas vivas. Se demorar mais 30 ou 60 dias, as empresas não vão sobreviver", acrescentou. 


Segundo o Sebrae, no dia 10 de abril, foram 600 mil empresas fechadas na Bahia. Segundo Carlos Andrade, o número já deve ter triplicado. "O pequeno, micro e médio empresários vendem o almoço para comprar a janta. Estamos passando por momentos difíceis. O apelo dos shoppings é muito grande. Mas o prefeito tem números na mão de que, se abrir agora, é pior. Infelizmente temos que concordar. Estamos numa guerra. Se ele tem os números, não adianta abrir agora para daqui a 30 dias levar mais 60 dias. Temos que ter os pés no chão. As entidades de classe querem abrir o comércio total com segurança", declarou o presidente da Fecomércio. 

A estimativa, de acordo com Carlos Andrade, é de queda nas vendas do Dia das Mães, segunda data mais importante para o comércio. Na avaliação dele, mesmo diante desse entrave, não há como abrir sem dar as garantias de segurança para a população. "Quem está empregado, não está preocupado em fazer débito. Quem está desempregado não quer nem saber de passar na rua, mesmo com comércio aberto. O comércio de shoppings é forte e tem uma participação grande no mercado. Era melhor abrir depois do Dia das Mães com segurança do que abrir antes, ter uma corrida para os shoppings e daqui a 15 dias fechar tudo de novo. Nós concordamos e estamos de acordo. Seria muito pior", afirmou.

  "Estamos pensando em abrir de 18 a 20 e comemorar o Dia das Mães. Tem que se comemorar todo dia, filosoficamente todo dia é dia de mãe. Mas pensamos em comemorar na última semana de maio para ver se pelo menos a gente respira. Os empresários do comércio, principalmente os lojistas, estão há 60 dias sem vender nada", finalizou. 


Fonte: Metro1

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