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Flamengo passa por cima do Barcelona e deixa Libertadores com cara de Carioca.



Time de Jorge Jesus mantém autoridade seja quem for o adversário e faz dos equatorianos presa fácil na sétima partida em 11 na temporada com três ou mais gols.


Agressivo e sufocante, o Flamengo sequer deu possibilidade para o time equatoriano colocar em prática o temido contra-ataque. Debruçado no campo ofensivo, tinha volume para buscar espaços e perna para recuperar logo a bola quando a perdia. Tal postura fez do Barcelona um time assustado, que apelava para os chutões para o alto ou para cera em busca de fôlego.


Amontoado na entrada da área, os visitantes até deram indícios de que conseguiriam picotar o jogo e fechar os espaços. Até os 35 minutos, o Flamengo tinha finalizado somente três vezes - o mesmo que nos cinco primeiros do jogo de Barranquilla. Sinal de uma bem-sucedida estratégia defensiva? Engano.


Dez minutos depois, o Rubro-Negro descia para o intervalo com o triplo de conclusões ao gol de Mendoza e 2 a 0 no placar. Fruto de um time que tem repertório. Se o Barcelona congestionava o meio da área, o Flamengo atacou pelo alto. Pronto! Estava desmontado o plano equatoriano. Gustavo Henrique, após cruzamento perfeito de Ribeiro, e Gabigol, após pênalti originado por cabeçada de Léo Pereira, fizeram os gols que praticamente definiram a vitória.


O Barcelona não tinha forças para reagir. Não tinha coragem para reagir. A bola queimava nos pés do time amarelo, que na maioria das vezes se livrava como podia no campo defensivo. O gol de Bruno Henrique, também pelo alto, de cabeça, aos sete do segundo tempo, foi o golpe fatal em um jogo disputado nos últimos 40 minutos em ritmo de treino.


Em entrevista coletiva, Jorge Jesus disse que "o patamar que o Flamengo tem jogado acaba colocando em dúvida o valor do adversário". Declaração que faz muito sentido e é comprovada pelos números. São dez vitórias em 11 jogos na temporada, sete delas marcando três ou mais gols. O time é um rolo compressor.



Fonte: Globo Esporte