Guedes confirma que novas parcelas do auxílio emergencial serão divididas em 4 etapas



O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou à CNN na manhã desta quarta-feira (1º) que o governo federal vai pagar mais duas parcelas mensais do auxílio emergencial de R$ 600 em quatro etapas. 


A ideia, segundo ele, é estender os efeitos do benefício ao longo de três meses, para preparar os beneficiários para o Renda Brasil, novo programa social que o Executivo estuda para substituir ao Bolsa Família.


Segundo Guedes, em julho, o governo pagará R$ 500 no início do mês e R$ 100 no final do mês. Logo no primeiro dia de agosto, os beneficiários receberão R$ 300 e os outros R$ 300 no fim do mês, como antecipou ontem a analista Renata Agostini.

“Com R$ 500 no início do primeiro mês, você viveu um mês. Com R$ 100 no último dia e R$ 300 no primeiro dia, você viveu o segundo mês com R$ 400”, argumentou Guedes à CNN.


“Observe que, com duas de R$ 600, pagas no dia primeiro, você só cobre dois meses. Com o mesmo gasto, cobrimos três meses, em vez de dois (meses)”, emendou o chefe da equipe econômica.


Guedes sustenta que o objetivo é fazer uma “transição suave” para o Renda Brasil. “Temos três meses de espaço e aterrissamos suavemente, em vez de dois meses e um desabamento de R$ 600 para R$ 200”, afirmou. 


Segundo o ministro, os detalhes do cronograma de pagamentos das novas parcelas do auxílio emergencial devem ser apresentados “em breve” pela Caixa Econômica, responsável por operacionalizar o pagamento.


Na prática, o fracionamento proposto pelo governo se assemelha à sugestão do presidente Jair Bolsonaro, na semana passada, de prorrogar o auxílio em três parcelas decrescentes de R$ 500, R$ 400 e R$ 300. 


A ideia, porém, era pagar essas três parcelas ao longo de três meses diferentes, o que enfrentou resistências do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que defendia duas parcelas mensais de R$ 600.


O governo, então, decidiu buscar um meio termo, fracionando o pagamento cheio de R$ 600 ao longo de um mesmo mês. Com isso, evitou ter que aprovar uma nova lei no Congresso.


Como o valor mensal cheio será de R$ 600, o mesmo já pago nas três parcelas iniciais, o governo poderá prorrogar o benefício com base na lei em vigor, bastando a edição de um decreto presidencial.


Ontem, Maia criticou a ideia de fracionamento. “Pode gerar alguma certa insegurança para as pessoas e também, em alguns casos, uma aglomeração desnecessária na rede bancária”, disse.

Fonte: Resenha PolitiKa

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