Juazeiro: Moradores do Antônio Guilhermino não se conformam com a falta de saneamento básico



Na manhã desta terça-feira (06), a redação do Cartaz da Cidade esteve no Bairro Antônio Guilhermino em Juazeiro para conferir de perto a situação do esgoto a céu aberto nas ruas.

Moradores e comerciantes do local tem reclamado constantemente do mau cheiro, e da grande quantidade esgoto nas portas das residências e de lojas no local. Causando, inclusive, prejuízos econômicos aos comerciantes locais.


Em entrevista ao Cartaz da Cidade, Juliana Siqueira, que é comerciante no bairro, disse que essa situação do esgoto nas portas acontece há muitos anos. “É um mau cheiro horrível, minha sogra mora aqui há muito tempo e antes de abrir meu comércio aqui, eu já presenciava essa situação. Aqui na porta do meu estabelecimento, eu tive que fazer uma rampa por cima do esgoto, para que as pessoas pudessem entrar. É uma situação terrível, já presenciei até quedas de moto aqui por conta dessa sujeira.”, disse a comerciante.



Durante a visita ao Bairro, nossa equipe flagrou uma grande quantidade de esgoto na Avenida Misael Aguilar da Silva, além de lixo acumulado nas portas das residências. Cícero Barbosa que é morador do Bairro há mais de 20 anos, disse que sempre foi dessa forma, e que sempre sofreram com essa situação. “Sempre foi assim. Nós não podemos nem ficar sentado na porta por que é um mau cheiro terrível, além de colocar nossa saúde em risco. Nunca tomaram uma providência, prometeram fazer, mas até agora não foi feito nada e isso prejudica muito todo o bairro em geral, tanto as residências como o comércio”, disse Cícero.


Essa situação demonstra que o município de Juazeiro não cumpre o que determina a Lei 11.445/2007 (a “Lei do Saneamento Básico”), recentemente alterada pela Lei 14.026/2020, que estabelece os serviços públicos de saneamento básico. São eles: (a) abastecimento de água potável; (b) esgotamento sanitário; (c) limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos; e (d) drenagem e manejo de águas pluviais urbanas (art. 3º, I), e coloca o saneamento básico como um direito de todos assegurado pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei nº. 11.445/2007 como o conjunto dos serviços, infraestrutura e instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem urbana, manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais.





Da Redação/ Caíque Lima

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