Juazeiro, não adianta reclamar. Paulo Bomfim não vai sair do poder.


Em meio a tantas críticas, só temos uma certeza: o Prefeito de Juazeiro não vai deixar o cargo.

Por Sidney Lima

Calma amigos! Antes que queiram me bater por minhas palavras objetivas, precisamos entender o contexto de nosso comentário de hoje.

Estamos em um regime de democracia e, logicamente, sabemos que todos nós (políticos ou não) estamos sujeitos às críticas daquelas pessoas que não concordam com a nossa forma de pensar, ou de agir. Entretanto, nos é conveniente lembrar aqui, até para que eu também não apanhe, que as críticas (construtivas ou não) independem do uso da força, que é uma forma arcaica de se manter o poder.

Claro que existem muitas formas de exibição da força, para que uma pessoa, ou grupo de pessoas, possa adquirir e/ou manter o poder, palavrinha que, enquanto escrita, nos trás conhecimento, mas que, quando colocada em prática, pode nos proporcionar grandes conquistas, ou nos trazer grandes estragos.

Politicamente, o poder, que não é absoluto, porque deve seguir um conjunto de regras, está concentrado nas pessoas que elegemos como nossas representantes, para, inicialmente, organizar as ações da sociedade, administrando nosso dinheiro, que é entregue, a princípio, de livre e espontânea vontade através dos impostos que pagamos, para que possamos viver e conviver harmonicamente, sempre em busca de melhor condição de vida.

Então, retomando o pensamento e trazendo a questão de hoje para nossa querida Juazeiro, temos a constante disputa de poder, que, embora devesse ser buscada com fins coletivos por quem deseja entrar ou se manter na carreira pública, tem sido alvo de grandes lutas (quase que armadas), para que não só os ônus, mas, também, os bônus (muitos por sinal), possam ser conquistados individualmente por cada um que “chegue lá”.

Essa disputa, então, nos revela que ninguém quer deixar de morder o osso (principalmente quando vem com pedaços suculentos de filé mignon), fazendo com que cada governante político lute até as últimas consequências para se manter no topo da cadeia hierárquica.

Com o Prefeito de Juazeiro-Ba, Paulo Bomfim, embora muitos o chamem de marionete de Isaac Carvalho (ex-Prefeito), não seria diferente. Seguindo os instintos de sobrevivência, já que conseguiu sair da classe dos humildes e trabalhadores como garçom e passou a integrar a elite do grupo político brasileiro, não tendo desejo nenhum de voltar a “servir pessoas” (e pensar que é essa a função do político), o atual governante de Juazeiro, que ainda está em seu primeiro mandato, vai usar de todos os meios disponíveis para durar um pouco mais nessa condição social.

Por outro lado, como já dito aqui, estamos em um regime de democracia. E, por isso, precisamos lembrar que Paulo Bomfim foi conduzido à principal cadeira do Paço Municipal por desejo da maioria da população da cidade. Temos que respeitar. Isso quer dizer que não adianta usarmos as redes sociais para tentar passar mensagens para o Prefeito deixar o cargo, pedir para sair, entregar as chaves, ou adotar qualquer atitude que não seja se manter na função até o dia 31 de dezembro deste ano, quando acaba o atual mandato para o qual fora eleito. Não adianta nada disso.

Claro que entendemos que essas mensagens servem para demonstrar, não só ao próprio Prefeito que a população não está satisfeita com sua desastrosa administração, mas, principalmente, para demonstrar ao povo que não está amarrado pelo cabresto que, de alguma forma, prende o voto dos que ainda pensam em reelegê-lo, que, nas próximas eleições (ainda não sabemos a data exata por conta da pandemia do Covid-19), a população possa escolher qualquer outro nome que não seja o de Paulo Bomfim. Para tanto, diversos pré-candidatos estão se organizando para apresentarem suas propostas de administração e governo.

Então, onde queremos chegar?

Escrevemos essa coluna de hoje para alertar à população que muita energia pode ser usada na tentativa de, democraticamente, mudarmos o Prefeito de Juazeiro. Mas, em hipótese nenhuma poderemos nos enganar, imaginando que teremos força para adiantar o processo, pois, da mesma forma que os antipatizantes de Paulo Bomfim e Isaac Carvalho trabalham contra, os simpatizantes destes irão se utilizar de todos os meios disponíveis (e haja meio e dinheiro disponível para isso), para mantê-lo neste ano e nos próximos quatro de um possível segundo mandato.

A oposição tem que ser inteligente e se unir para a conquista de seus objetivos, deixando pequenas diferenças de lado e trabalhando com um mesmo objetivo, pois a batalha (no campo das ideias) será muito disputada e cada voto será importante para que os candidatos atinjam seus objetivos.

Assim, de forma ordeira e pacífica, respeitando todos os critérios do estado democrático do direito e do período que cada eleito tem para se mostrar para o povo, desejamos um bom período de campanha, pois, em 2020, já basta a luta sangrenta que está sendo direcionada para um único inimigo comum: o Coronavírus.

Sidney Lima

Pós-Graduado em Administração

de Segurança Pública e em

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