Juazeiro: Professor da rede municipal de ensino faz forte denúncia contra gestão municipal



Chegou ao conhecimento do Cartaz da Cidade na tarde desta segunda-feira (11), um texto do Professor Cléber Jesus, no qual ele faz forte denúncia contra a Secretaria de Educação do município (SEDUC). No texto, o professor relata a perseguição que vem sofrendo, após denunciar o descaso da gestão municipal para com os professores da rede municipal de ensino.


Leia o texto na íntegra:


O Prefeito e a Secretária de Educação de Juazeiro-Ba, orgulhosamente anunciam, em todas as redes, a cidade educadora. Contrataram uma empresa de marketing, para transformar a gestão da educação, em uma arma para ganho eleitoral. Mas, o que ninguém consegue esconder, mesmo sob a reluzente propaganda de uma “educação nota 10”, é o tratamento dado aos profissionais contratados. Durante os primeiros 90 dias de cada ano, nenhum profissional contratado recebe salário. Isso porque, a prefeitura sempre se negou a pagar as férias em janeiro, acumulando os salários dos dois meses seguintes que, por sua vez, são pagos no dia 31 de março.


Como se não bastasse, no ano de 2019, o prefeito decidiu antecipar o final do ano letivo, na intenção de pagar, proporcionalmente, os dias trabalhados no mês de dezembro. Economizando dinheiro referente a 10 dias de trabalho de mais de 1.600 profissionais. Diante desse caos, impera a lei do silêncio, pois todo professor e profissional de educação contratado, tem medo de reclamar os seus direitos, e de perder o seu emprego.


Porém, um professor de Educação Infantil, que trabalha no interior da cidade, e gasta, aproximadamente, duas horas para chegar à escola, e mais duas horas para retornar a sua residência, decidiu que os professores não deveriam ser tratados como mão de obra barata. Em busca de respeito e dos direitos da classe, o professor de Educação Infantil, Cléber Jesus, decidiu, sob orientação de advogados e da promotoria, denunciar, à população juazeirense, a sujeira dos bastidores da SEDUC. Nas redes sociais, o professor expôs todos os maus tratos sofridos pelos profissionais contratados. E ameaçou levar a juízo, a irresponsabilidade da prefeitura para com os seus funcionários.


No início de janeiro, o prefeito anunciou, juntamente com a secretária de educação, uma gratificação para professores contratados. Em um outro vídeo, nas redes sociais, o professor Cléber Jesus, desmentiu o prefeito, mostrando o contracheque que dizia que a gratificação significava a devolução dos dez dias, outrora retirados no mês de dezembro, e das férias, que nunca foram pagas desde então. O professor ainda garantiu que o salário do mês de fevereiro, fosse pago no mesmo mês, e não acumulado para ser pago no mês seguinte. Apesar das vitórias, o professor amargou uma perseguição política que dura até hoje. O dinheiro das férias e dos dias de dezembro, foram pagos mais de quarenta dias depois. A desculpa dada foi um erro do sistema que o colocou fora da folha de pagamento. E desde então, o professor continua fora dessa mesma folha, não recebendo salário desde o mês de dezembro. Sem motivo justificado, a secretária de educação, o retirou da sala de aula, mesmo com o contrato assinado e renovado. Hoje, o professor, conta com a ajuda de amigos para sobreviver.

Sob a orientação da promotoria, ele entregou uma petição no dia 05 de março, do presente ano, que não foi respondida pela secretária de educação. Recentemente, o prefeito foi questionado em um programa de rádio da região, que respondeu dizendo que o assunto deveria ser resolvido pela secretária de educação. Com uma nova petição em mãos, o professor encontrou a SEDUC fechada em duas oportunidades, resolvendo encaminhar a segunda petição em arquivo digital, no whatsApp pessoal da secretária, que logo depois o bloqueou. E ele continua sem nenhuma resposta. Parece que qualquer pessoa que se levantar contra esse governo, sofrerá com perseguição política aberta.

Conversando com o professor sobre sua situação, ele disse: “pelo menos, ainda não quiseram me calar como fizeram com Adalberto, no caso das denúncias relacionadas ao desvio no SAAE."




Fonte: Professor Cléber Jesus

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