Ministério da Saúde vai liberar R$ 12 milhões para grande levantamento sobre o contágio por Covid-19



O estudo de inquérito sorológico que pretende obter a primeira amostragem da incidência da Covid-19 na população em escala nacional deu mais um passo para sair do papel. Nesta segunda, foi publicado no Diário Oficial da União o Termo de Execução Descentralizada de Recursos por meio do qual o Ministério da Saúde irá financiar o trabalho com R$ 12 milhões.


O órgão firmou o acordo com a Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), no Rio Grande do Sul, que coordenará sua elaboração e condução.



Este recurso será usado na contratação de uma empresa privada que fará a testagem nos 26 estados e no Distrito Federal. A previsão é de que isso ocorra em até uma semana. Num primeiro momento, o Ministério da Saúde chegou a cogitar o uso do IBGE nesta etapa. Mas esta hipótese foi descartada logo em seguida, já que os agentes do instituto não possuem treinamento para recolher amostras de sangue da população. No entanto, o órgão prometeu apoio logístico.


A pesquisa prevê a realização de testes rápidos em 99.750 domicílios divididos em três rodadas. Separadas por duas semanas, cada uma delas testaria 33.250 indivíduos. A realização em três etapas tem como objetivo observar a evolução da doença, o que ajudará prefeitos, governadores e o próprio governo federal a planejar melhor sua estratégia e saber para onde direcionar recursos de forma mais eficaz.



Inicialmente, a UFPEL avaliava que o inquérito sorológico custaria cerca de R$ 30 milhões. Diante do aporte liberado pelo Ministério da Saúde, o protocolo de atuação foi redesenhado para caber neste orçamento. Além dos R$ 12 milhões, o órgão irá doar os 100 mil kits de testes rápidos.


Embora a coordenação da pesquisa seja da UFPEL, a elaboração do protocolo conta com o trabalho de outras universidades. Entre elas, estão a USP, a Unifesp, a FGV-RJ, a Uerj e a Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. Outras ainda farão parte do trabalho. Para a realização do inquérito sorológico em todo o país, uma rede nacional de instituições de ensino será formada. Elas serão fundamentais para reunir os testes e apresentar os dados de cada estado.



Uma primeira mostra da eficácia deste trabalho poderá ser avaliada nos próximos dias, quando terá início a  pesquisa em escala estadual. Encomendada pelo Governo do Rio Grande do Sul, ela testará 18 mil pessoas. A diferença em relação ao estudo nacional é a realização de quatro rodadas. A primeira será na quinta e na sexta. O custo de R$ 1 milhão foi bancado por duas empresas do estado e uma do Rio de Janeiro. Já os kits de testes rápidos foram doados pelo Ministério da Saúde.



Fonte: O Globo

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