NÓS x ELES, ELES x ELES, ou NÓS x NÓS? O STF que decide.


Movimentos, manifestações, confrontos, discussões, guerra. Guerra? Será que já chegamos a esse ponto? Não sei. Só sei que o STF vai decidir.

Por Sidney Lima


Se enganam os que pensam que o Brasil está dividido em, apenas, dois grupos: o tal do NÓS contra ELES. O que se vê nos principais telejornais do país são cenas de constantes embates entre manifestantes que são de extrema-esquerda e os que são de extrema-direita. Mas, será que o Brasil só tem esses dois tipos de pensamentos? Será que só existe os contra Bolsonaro e os que querem a intervenção militar, sendo ela legal ou não?


Vamos tentar entender um pouco a situação por uma ótica diferente da que costumamos ver, já que a ótica costumeiramente mostrada já é bastante tendenciosa, pelo fato de diversos veículos de comunicação, que, inclusive, se consorciaram, como se fosse uma “força tarefa”, com o único objetivo de se conseguir a provocação de um impeachment, estarem bem estruturados nesse sentido.


A história atual de nosso país, daqui há alguns anos, estará marcada nos livros educacionais. Estamos discutindo sobre novas leis, novas sanções e novos comportamentos, em meio a tempos difíceis, quando enfrentamos uma pandemia mundial e, ao mesmo tempo, enfrentamos diversas atitudes de pessoas que compõem nossos maiores Poderes Constituídos (Executivo, Legislativo e Judiciário) de forma, no mínimo, difícil de se entender. Estamos vendo diversos embates ideológicos, onde cada um “puxa a brasa para sua sardinha”, alegando que o outro está errado. Onde cada um discursa sobre autonomia entre os Poderes, mas age com interferências tácitas ou, às vezes, claras. E estamos vendo Poderes, que antes não apareciam muito, cada vez mais presentes nas grandes mídias e, ao mesmo tempo, estamos vendo diversas manifestações populares quanto a isso.


Existem, por exemplo, as discussões sobre “fake news”, sobre o direito de expressão, sobre racismo, sobre a atuação das policias militares, sobre a inconstitucionalidade de manifestações e, se deixar, podemos colocar aqui uma lista quase que interminável de temas que estão sendo fervorosamente discutidos em Poderes onde ainda nem deveriam ter chegado, de forma que, às vezes, verificamos o uso incabível de ofensas, de força, de vandalismo e de conflitos armados, mesmo que seja com a simplicidade de paus e pedras, ou mesmo de fogos de artifício, quando só deveriam chegar na fase da decisão final, para a solução dos conflitos.


No caso, por exemplo, da discussão sobre o direito de expressão, onde está o limite entre o direito de comunicar uma ideia e o ato de se cometer um crime de injúria, calúnia ou difamação? Os integrantes do STF têm, muitas vezes, se colocado como “seres supremos”, determinando isso ou aquilo (até inquéritos ilegais), sob a alegação de que são os paladinos da justiça e defensores da Constituição. E deveriam, ser mesmo. Mas, então porque pessoas do povo, como a jornalista Karina Michelin, em suas redes sociais, têm a coragem e a categoria de se expressar, inteligentemente, contra o STF da seguinte maneira?...


E, se não estiver satisfeito com as declarações de Karina, veja o que Ricardo Barbieri, de forma ainda mais brilhante, provocou ao gravar seus pensamentos em vídeo.



E você, que está lendo atentamente a este humilde comentário, deve ter percebido que adjetivamos os vídeos de Karina e de Ricardo como inteligentíssimo e brilhante. Isso porque, passaremos agora a dissecar o título escolhido para essa matéria.


A quem interessa as diversas brigas que estamos vendo entre os extremos?


Bem, só sei que a mim é que não interessa. E, quando me refiro a mim, quero incluir todos aqueles que não entram em brigas desnecessárias e usam, de forma inteligente, a inteligência para conquistarem seus objetivos, pois a força da inteligência sempre foi melhor que a força dos músculos. Se não, vejamos...


O Poder Executivo está em rota de colisão com os Poderes Legislativos e Judiciários. O Presidente não está conseguindo governar como os mais de 57 milhões de brasileiros queriam, quando votaram nele. Então, existem duas estratégias a se seguir: ou bater de frente e ver quem tem mais força, ou ser inteligente e ganhar a maioria dos que ajudam a governabilidade do país, sem perder a credibilidade do povo que escolheu o seu diretor público maior.


É claro que não queremos, aqui, “ensinar missa a vigário”, já que muitos de vocês já estão muito mais afeitos às situações políticas do país do que eu. Mas, nossa intenção é a de lembrar que política é negociar com as ferramentas que se tem, desde que não seja preciso “vender a alma ao diabo”. Só queremos lembrar que, se existem leis e regras, podemos utilizá-las da melhor maneira possível ao nosso favor. Como? Vamos lá.


Se o Presidente precisa alinhar nossas (dos brasileiros) necessidades de crescimento, porque não conversar com políticos do chamado “centrão”, que foram eleitos e representam as pessoas que coadunam com suas formas de pensar, para que a governabilidade não sofra e nos faça sofrer? Isso é ser inteligente, é não ser radical e é usar as ferramentas que se tem.


Se entendemos que o STF está ultrapassando seus limites constitucionais e está querendo calar a população de forma autoritária, alegando uma investigação de fake news para todo e qualquer tipo de declaração (contra eles), porque não sermos inteligentes no uso das palavras, para não sermos caracterizados como agressores por calúnia, injúria ou difamação? Até porque, fake news não é crime tipificado e as punições só poderão ser impostas se as notícias falsas forem eivadas dos vícios criminais já citados.


Falando em calúnia, difamação, injúria, fake news e STF, gostaria de um parêntese, para perguntar o que será feito com a publicação da charge chamando Bolsonaro de Nazista? Será que o absurdo acontece somente quando se ofende apenas alguns Poderes específicos? Tipo o Judiciário ou o Legislativo? Ou o Poder Executivo pode ser caluniado, sem nenhum tipo de investigação, como propõe aquela imprensa consorciada? Será que a voz dos que cobram nas redes sociais será ouvida dessa vez?



Mas, voltando ao assunto principal, se o STF quer governar o país, porque não nos utilizarmos das próprias leis que nos amparam, quando tivermos provas robustas, para solicitarmos o impeachment de algum ou de vários Ministros? Porque não sermos inteligentes, como os doutos pensam que são?


Ah, mas você vai dizer que estou louco e que o STF é totalmente isento em suas ações, mesmo sabendo que se tratam de seres humanos iguais a nós e que foram colocados lá de forma indireta, ou seja, sem você opinar quanto à escolha. Se eu sou louco, assista ao que Silas Malafaia, certo ou não, teve a coragem de falar sobre algumas das atitudes do STF.



E é bom que algumas autoridades comecem realmente a abrir os olhos, pois até quem não precisava/deveria se meter, como o alto escalão da Forças Armadas, já não está mais aguentando e passou a se pronunciar publicamente com relação ao STF.


Ou seja, podemos notar, aqui, duas coisas: não podemos nos omitir com relação às nossas ideias e ideais, bem como não podemos achar que algum ser humano é totalmente imparcial ao ponto de ser considerado um “ser supremo”, independente do fato de o STF ter a palavra “supremo” em seu nome (Supremo Tribunal Federal).


Dito isso, o que queremos realmente mostrar aqui é que ninguém precisa estar, apenas, do lado dos extremistas. Não preciso ameaçar ou soltar bombas contra qualquer poder. E isso não me faz uma pessoa fraca ou menor. Muito pelo contrário, só engrandece aqueles que usam a inteligência (cultural e emocional) para defenderem seus pontos de vista (a favor ou contra) sobre qualquer ação de uma das personagens de nosso cenário político atual.


Sejamos inteligentes para contactar com nossos pares, para nos organizarmos como parte do povo, para cobrarmos ações de “nossos Parlamentares”, para impetrarmos ações legais contra maus servidores (inclusive do STF), pois ninguém está acima da lei, nem mesmo os Ministros deste tal Supremo. Sejamos inteligentes, para não darmos motivos para esses “Ministros Supremos” tomarem tempo na mídia, aparecendo mais do que deveriam. Sejamos inteligentes para entendermos que esses tais “Ministros” são “nossos servidores públicos”, como Bolsonaro, Maia ou Alcolumbre e seus colegas de trabalho. Não votamos neles, mas votamos em quem escolheu eles.


Só não se permita ser calado, simplesmente pelo fato de mostrar suas opiniões contrárias aos seres que se acham supremos (mas, não são), pois ninguém é melhor do que ninguém. A não ser que você descubra o histórico depreciativo desse tipo de pessoa. Mas, nesse caso, os históricos eu deixarei para vocês mesmos procurarem e analisarem, pois já tiveram muitas informações de “mão beijada”.


René Descartes nos deu o pontapé inicial (penso, logo existo). Mas, muitos outros políticos e autoridades brasileiras, que já nos prejudicaram bastante, nos ensinaram mais um pouco: penso, escrevo, falo, gravo vídeo, me expresso, compartilho, defendo, luto, não desisto nunca, ... , logo existo.



Sidney Lima

Pós-Graduado em Administração

de Segurança Pública e em

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