Paulo Bomfim fala sobre a possibilidade de lockdown em Juazeiro



Em coletiva realizada nesta manhã, o prefeito deixou claro que se for preciso, decretará o lockdown e que precisa contar com a compreensão de toda a população Juazeirense

O prefeito de Juazeiro, Paulo Bomfim, em coletiva de imprensa realizada no Paço Municipal, no final da manhã de hoje (30), falou sobre a prorrogação do Decreto n° 449, de 20 de junho de 2020, que estende o fechamento do comércio até o dia 12 de Julho. Bomfim disse que já havia anunciado, que, caso houvesse necessidade e os números passassem de 70%, ele iria discutir com o comitê de combate ao Coronavírus sobre novas medidas que deveriam ser adotadas no município. Segundo Bomfim, após a reabertura do comércio, que durou 19 dias, os números de casos da Covid-19 saltaram de 79 para 563 e afirmou que não abrirá o comércio com os números em crescimento.

Paulo Bomfim falou que receia que precise decretar o lockdown no município e disse que “a gente precisa contar com a compreensão de toda a população. A prefeitura, somente, não vai conseguir resolver o problema de combate ao coronavírus. As pessoas precisam entender a gravidade desse assunto, a gravidade desse vírus, só saindo de casa se, de fato, houver necessidade”. E completou seu discurso dizendo que, "se sairmos aqui, na porta da prefeitura, a quantidade de pessoas que tem nas ruas chega a deixar a gente triste. É isso que faz o vírus circular, os números aumentarem”.


O prefeito disse que o toque de recolher redefinido para às 18h, foi justamente para evitar a circulação de pessoas e afirmou que os comerciantes estão com as portas das suas lojas fechadas, mas que, em alguns estabelecimentos, existe uma “entrada secreta” que está sendo usada para atendimento, ocorrendo, assim, a circulação de pessoas nesses locais.


Questionado sobre a possibilidade de adotar o lockdown no município, após quatro meses de enfrentamento ao Coronavírus e três meses de comércio fechado, o Prefeito respondeu que “se for preciso decretar o lockdown, nós iremos decretar, mesmo com algumas pessoas achando que seja incompetência. Nossa base central é proteger vidas.”


Por outro lado, o Prefeito nada disse sobre as outras medidas que deveria ter adotado (e não adotou), como, por exemplo, a distribuição maciça de máscaras de proteção facial para a população, a construção de um hospital de campanha sem ter que isolar a UPA e diminuir o atendimento às pessoas com outros tipos de doenças, a fiscalização das aglomerações de pessoas no entorno do Mercado do Produtor, ou, até mesmo, deixando de explicar o que fez com os recursos federais enviados ao município, através de uma administração realmente transparente.


Parece que ficou evidenciado que é muito fácil determinar restrições aos direitos sob a alegação de que culpa é somente da própria população ou dos comerciantes, sem que a administração assumisse sua "mea-culpa".

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