Paulo Marinho se coloca à disposição do MPF contra Flávio Bolsonaro: 'Pagando minha penitência'



Empresário e suplente do senador diz que quer colaborar com investigação sobre possíveis vazamentos da operação Furna da Onça

O empresário e suplente do senador Flávio Bolsonaro, Paulo Marinho (PSDB-RJ), disse que está à disposição do Ministério Público Federal (MPF) para colaborar com a investigação sobre supostos vazamentos da operação Furna da Onça. O caso foi aberto após ele afirmar que um delegado da PF teria antecipado informações sobre a investigação a Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio na Alerj. Marinho também é pré-candidato à prefeitura do Rio nas eleições deste ano. 


Ontem (20), ao deixar o Senado após o depoimento, Flávio Bolsonaro disse que Marinho quis levantar suspeitas contra ele para se promover e tentar tomar a vaga dele na Casa Legislativa.


Em entrevista hoje (21) a Mário Kertész, durante o Jornal da Metrópole no Ar, da Rádio Metrópole, ele declarou que não está surpreso com as declarações do senador. "Não imaginava que ele fosse depor no Ministério Público para confirmar minhas declarações. Portanto, para mim não tem nenhuma surpresa. Ele alega que eu estou mentindo e que meu interesse é, tão somente, ocupar uma vaga numa eventual vacância dele. Nada disso é verdade, nunca esteve nos meus planos me tornar senador sendo suplente do senador Flávio Bolsonaro", disse Marinho.

"Obviamente que a questão referente ao depoimento, acho que é uma questão simples. Basta que as autoridades queiram, de fato, investigar esse assunto. Chegarão à verdade, narrei os fatos e dei todas as informações que vão possibilitar uma investigação séria e célere também. A Polícia Federal no Brasil é muito eficiente. Ela pode e tem todas as ferramentas e meios de apurar a veracidade do que eu falei no meu depoimento à Polícia Federal", acrescentou. 


Marinho relembrou do episódio em que ele soube da informação e recomendou ao então deputado uma equipe de advogados para tratar da situação. O tucano se mostrou arrependido por ajudar a "família Bolsonaro" e disse que hoje está pagando sua "penitência".

"Ele foi à minha casa para pedir ajuda em relação a essa questão jurídica, esse problema que ele vivia na ocasião. Prontamente eu consegui formar um time de advogados para colocar à disposição dele e cuidar do assunto naquela ocasião. Depois ele decidiu ir por outro caminho jurídico, o que fiz foi mais um gesto de apreço que eu tinha pela família Bolsonaro naquela ocasião. Hoje eu estou pagando minha penitência por ter ajudado naquele momento a campanha", comentou.  


Questionado sobre a acareação proposta MPF no caso, Paulo Marinho disse que está à disposição para a checagem presencial de informações com o senador. "Foi uma proposta que o Ministério Público fez ontem. Disse que iria propor. Mas tenho a impressão de que ele não toparia, eu já me coloquei à disposição. Pedi ontem mesmo que meus advogados entrassem em contato com o procurador que investiga o assunto para dizer a ele que estou 100% à disposição do MP, da Justiça e da Polícia Federal como sempre estive. Basta me convocar, data, hora e local e lá estarei", declarou o suplente. 


Fonte: Metro1

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