Pronunciamento contra evangélicos e eleitores de Bolsonaro gera polêmica na Casa Plínio Amorim

Atualizado: Mai 17



No início da sessão desta quinta-feira, 13, a Comissão de Constituição e Justiça criada por meio de Portaria nº 015 pelo Presidente da Câmara de Vereadores de Petrolina, Aero Cruz (MDB), foi convocada para acompanhar a gravação do discurso e fazer uma relatório sobre o pronunciamento do vereador Gilmar Santos (PT), no dia 27 de abril deste ano, onde o mesmo afirmou não dizer algumas palavras escritas na ata. A motivação do relatório teria sido ofensas no pronunciamento contra evangélicos, eleitores do presidente Jair Bolsonaro.


A Comissão formada pelo presidente Wanderson Batista (DEM), o 1º Secretário Rodrigo Araújo (PRB) e o 2º Secretário Capitão Alencar (PATRIOTA) apresentou o relatório informando que os áudios do vereador Gilmar Santos foi transcrito.


"O vereador Gilmar Santos contesta que em nenhum momento disse: 'os evangélicos são bandidos e que os vereadores são hipócritas'. Fizemos a transcrição e realmente ele não diz. Ele diz: 'parte dos evangélicos são irresponsáveis e criminosos que votaram no senhor Jair Messias Bolsonaro, esse presidente criminoso. Também a respeito da expressão hipócritas: ele citou Mateus, Capítulo 6 versículo de 5 a 8, 'quando vocês forem orar não sejam como os hipócritas eles gostam de ficar orando em pé, nas Sinagogas, nas esquinas a fim de serem vistos pelos outros. Eu lhes asseguro, que eles já receberam sua plena recompensa'.


Capitão Alencar, 1º Secretário, relatou: "A comissão eu, Rodrigo e Wenderson Batista, a gente levou a conclusão que caso o plenário aprove deve fazer um aditivo na ata do dia 27 retirando a expressão bandido e colocando 'parte dos evangélicos irresponsáveis (...)' , quanto à expressão hipócritas, a comissão entende que deve ser retirado da ata, ele se refere ao versículo bíblico, essa comissão não pode entrara na subjetividade do vereador Gilmar Santos".


Após o Presidente da Comissão, Wenderson Batista completar a leitura do relatório com outras expressões utilizadas pelo vereador Gilmar contra a aprovação do Projeto de Lei, que considera os cultos e missas e outras celebrações religiosas atividade essencial, a comissão finalizou com a leitura do parecer pelo vereador Rodrigo Araújo, 2º Secretário.


O vereador Ronaldo Silva (DEM), que esteve envolvido na polêmica, solicitou a comissão que fosse lido o trecho da transcrição onde o vereador cita o versículo da Bíblia e segundo ele, Gilmar Santos quis 'indiretamente' chamar os vereadores evangélicos de hipócritas. "Ele vinha discutindo, falando sobre pastores, aglomeração. Realmente ele não chamou a palavra bandido, ele chamou criminoso, e o que é criminoso?", abordou o vereador e nominou todos os sinônimos da palavra. "Isso é uma falta de respeito com a Casa. Isso é uma falta de respeito com os pares", completou. O vereador também entrou com requerimento para ter todas as atas que em que o vereador Gilmar Santos profere palavras de ofensas a outros vereadores.


O vereador Gilmar Santos ao fazer uso da palavra parabenizou a Comissão pela justiça com os fatos concretos. "Nós estamos aqui para divergir e convergir quando necessário for. Os senhores sabem muito bem os diversos projetos que aparece aqui do Executivo, eu desafio para uma contagem, votamos na maioria. Os projeto que os senhores apresentaram para esta Casa, votamos na maioria. Agora nós vamos ter o direito sim, de divergir, quando acharmos que esses projetos ferem direitos da população colocam em risco os interesses da nossa população", concluiu e pediu que as sessões fossem utilizadas a serviço do povo e não para produzir relatórios sobre o pronunciamento dos vereadores.


Iana Lima - Jornalista

Foto reprodução

Comente e Compartilhe!