Se o uso de máscaras e a atenção resolvem, pra que prender as pessoas em casa?



As propagandas sobre a eficiência do uso das máscaras desmascaram a necessidade de isolamento social. A educação do povo para essa prática já seria a solução básica contra a Covid-19 e a maior solução contra a crise na economia que se aproxima.

Por Sidney Lima

Se isolar em casa não elimina totalmente a possibilidade de contágio pelo vírus da Covid-19, como já fora muito propagado por diversas autoridades em infectologia. Podemos, só para clarear a mente de nossos leitores, lembrar as declarações do o médico infectologista Anastácio Queiroz, em matéria da repórter Diana Vasconcelos, ou do infectologista Jean Gorinchteyn, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, que nos afirmam a falta de 100% de eficiência nesse procedimento, pelos diversos fatores que podem trazer o vírus para dentro das casas.

Embora não tenhamos dados numéricos sobre os riscos de contaminação quando nos isolarmos em casa, recebemos cotidianamente dados numéricos, caso venhamos a ignorar ou a nos precaver, com a utilização das máscaras, como na imagem produzida pela Polícia Militar da Bahia, que vem orientando sua tropa, por não poder permanecer isolada em casa, no uso deste EPI (Equipamento de Proteção Individual) e a atenção com a higienização pessoal e de objetos, para a prevenção ao contágio.


Bem, se isso não causa confusão em sua cabeça, causa na minha, quando tento analisar o problema que nosso país está passando, de forma mais ampla, pois já ficou claro pra mim que são dois os grandes problemas deste vírus: a infecção propriamente dita, que nos leva ao medo da morte, e a recessão que o país passará, podendo resultar em medo, desemprego, fome, desordem, insegurança, saques, furtos, roubos e outros tipos de tragédias, como, até mesmo, a própria morte das pessoas.



Sendo assim, porque não se incentivar uma campanha mais forte para que as pessoas não tenham seus direitos mais fundamentais (vida e liberdade) cerceados, permitindo o livre arbítrio da escolha ou não pelo isolamento, mas com a obrigatoriedade do respeito à saúde pública, pela utilização das máscaras, que, comprovadamente, reduzem os riscos de contágio aos ínfimos 1,5%, que, aliados à atenção pela higiene, ao lavarmos as mãos e usarmos álcool 70, podem reduzir ainda mais este índice, permitindo, ao mesmo tempo, que não tenhamos uma crise trabalhista e econômica que possa a nos levar às tão temidas mortes, considerando que a fome pode desencadear essa série de eventos não desejáveis.

Bem, como nossa intenção é a de ajudar aos nossos amigos na formulação de suas próprias ideias, esperamos estar, apenas, contribuindo para deixar as cabeças dos senhores mais ativas. As buscas das melhores soluções para os problemas do coletivo que, hoje, estão sendo resolvidos, unicamente, pelas determinações de poucos Governadores e Prefeitos que decidem por uma ou por outra ação, devem ser amplamente discutidas por todos. Esse é o princípio da democracia, já que nem os estudos científicos (ou a falta deles) podem, por si só, nos proteger dos males deste vírus de origem Chinesa.

Mas, para que ainda não nos precipitemos em nossas conclusões, devemos sim observar os resultados das diferentes ações adotadas por diversos governantes nos Estados de nossa Federação, pois, só por mero exemplo, Minas Gerais e São Paulo, grandes centros da mesma região Sudeste do Brasil, adotaram critérios diferentes e têm números, também, muito diferentes, ao pondo de São Paulo ainda estar insistindo em isolamento sem data para término, enquanto que Minas já se normaliza aos poucos e de forma consciente e planejada.

No mais, só nos resta debater e ajudar as autoridades na tomada das decisões, pois elas têm que trabalhar alinhadas com os anseios das populações, já que deveriam ser servidores públicos e não meros ditadores, como muitos já estão sendo nesses tempos de incertezas globais.



Sidney Lima

Pós-Graduado em Administração

de Segurança Pública e em

Publicidade e Propaganda

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