Secretário de Saúde da Bahia confirma volta às aulas “a partir de setembro”



“Se morrer alguém, vamos levar o caixão na governadoria”, protesta presidente da APLB

O secretário de Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, confirmou em entrevista ao jornal Correio, desta quinta-feira (13), que as aulas na rede estadual de ensino voltarão em setembro ou em outubro. Ele destacou, porém, que o assunto está sendo estudado com o governador e a Secretaria de Educação da Bahia.


“Acho que podemos sim, desde que seja feito [o retorno] com planejamento. Não sou eu quem define a previsão. Isso está sendo discutido com o grupo que envolve a Secretaria de Educação e o governador”, disse o secretário.


“Inicialmente, se está pensando em retornar progressivamente a partir de setembro, mas isso depende de como vai se comportar o número de óbitos. Se não for em setembro, vai ser em outubro”, concluiu. Para ele, somente as “festas coletivas” que só podem voltar quando houver vacina.


Nesta quarta, o governador falou em entrevista coletiva que o protocolo para a volta às aulas está praticamente definido. As turmas serão divididas em duas e terão aulas em dias alternados da semana. Os alunos que ficarem em casa poderão estudar através do celular – ao qual, segundo o governador, praticamente todos têm acesso.


Sindicato dos Professores da Bahia (APLB)


O presidente do Sindicato dos Professores da Bahia (APLB), Rui Oliveira, subiu o tom contra o governador Rui Costa (PT), em conversa com o site Política ao Vivo, nesta quinta-feira (13).

Rui Oliveira reafirmou a postura do sindicato com relação ao retorno e disse que, caso o governador insista em voltar com as aulas com o risco de contaminação entre alunos e profissionais, a categoria não aceitará a decisão, chamada pelo professor de ‘autoritária’.


“É obrigação do governador fazer essa previsão de volta. Mas ele vai assumir a morte de milhares de pessoas e caberá à sociedade julgar. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que é de direita, colocou em decreto que as aulas só retornem em 2021. No Acre, o governador que é ruralista também definiu o retorno para 2021 também. Agora, aqui ficam alguns querendo tapar o sol com a peneira. A gente vê nos telejornais que a Bahia estabiliza e aumenta o número de casos”, disse Rui, que ainda foi mais longe.


Ele falou que a categoria vai bater de frente com o governador e poderá, caso morra algum aluno ou profissional da educação vítima do novo coronavírus, levar o caixão até a governadoria.


“Não se pode dar o luxo de arriscar a vida. A APLB não vai aceitar, será complicado se isso acontecer [retorno das aulas]… Não vamos medir esforços e, se algum estudante morrer, esperamos que isso não aconteça, ou algum professor ou funcionário, faremos uma passeata com o caixão do morto e deixaremos na porta da governadoria… Vai ser uma tragédia esse retorno. É muito fácil falar dentro de uma sala com ar-condicionado e não conhecer a realidade… Nós vamos reagir”, declarou o professor.


Fonte: Política ao Vivo


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