Sinalização de aval de Bolsonaro a fundo eleitoral de R$ 2 bilhões irrita aliados.


A sinalização do presidente Jair Bolsonaro de que pode sancionar a previsão de R$ 2 bilhões no Orçamento de 2020 para financiamento de campanhas eleitorais tem irritado aliados e preocupa assessores do "núcleo duro" do Ministério da Justiça, comandado por Sergio Moro.


O assunto foi discutido nesta segunda-feira (6) no governo. A avaliação, segundo relataram aliados do presidente ao blog, é a de que o Planalto já se desgastou junto a apoiadores nas redes sociais com a sanção da figura do juiz de garantias – mesmo sob críticas de bolsonaristas.


Agora, a sanção do aumento de dinheiro público destinado a campanhas eleitorais será, novamente, um gesto do presidente ao Congresso para evitar se indispor com parlamentares. Tal aceno contraria o seu próprio eleitorado de Bolsonaro.


A base de apoio do presidente frequentemente mira nas redes sociais parlamentares como “adversários” do combate à corrupção, uma das bandeiras de campanha de Bolsonaro.


Na semana passada, o presidente disse que se vetasse o fundo eleitoral, como chegou a cogitar em dezembro, correria risco de impeachment. Afirmou que a sanção é “uma obediência à lei" e que era preciso "preparar a opinião pública" para a sua decisão para não ser “massacrado”.



Fonte: G1

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