Suspeita de conflito de interesse dá munição a ala contrária a chefe da Secom de Bolsonaro.


As suspeitas de conflito de interesses na situação de Fabio Wajngarten, chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), abriram brecha para que auxiliares do presidente Jair Bolsonaro intensificassem a pressão pela saída do secretário do posto. Uma ala do Palácio do Planalto diz acreditar que as revelações da Folha de S.Paulo jogaram luz sobre o trabalho de Wajngarten -considerado aquém do desejado por esse grupo. 

Na semana passada, o jornal revelou que Wajngarten é sócio da FW Comunicação, que recebe dinheiro de emissoras de TV (como Record e Band) e agências contratadas pela pasta, ministérios e estatais do governo Bolsonaro. Ele nega irregularidades. A legislação vigente proíbe integrantes da cúpula do governo de manter negócios com pessoas físicas ou jurídicas que possam ser afetadas por suas decisões. A prática implica conflito de interesses e pode configurar ato de improbidade administrativa, demonstrado o benefício indevido. Entre as penalidades previstas está a demissão. 

Desde que assumiu o cargo, em abril do ano passado, o secretário mantém relações conturbadas com setores do governo. A avaliação é a de que a comunicação da gestão Bolsonaro não é feita de maneira eficiente, embora o presidente tenha construído meios para isso -ao estabelecer, por exemplo, um diálogo direto com seus apoiadores por meio das redes sociais.  Os sinais da indisposição com a permanência de Wajngarten no governo ficaram ainda mais evidentes nesta segunda-feira (20), quando cresceram os ataques ao secretário na internet.

Posts replicados no Twitter repetiam, em suma, o mesmo discurso: de que o chefe da Secom não defende Bolsonaro e sua gestão com a mesma eficiência com a qual tem rebatido as acusações contra si.  No governo, há quem enxergue nas postagens as digitais do grupo ligado a Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), o filho 02 do presidente. Usuários da plataforma bombardearam o perfil de Wajngarten com mensagens cobrando "o mesmo empenho e agilidade" na defesa do governo, com acusações de ele ser "movido por interesse próprio" e com pedidos para que deixe o cargo.



Fonte: Bahia Notícias

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